F. C. Porto - Moreirense

Matar a saudade com um "cocktail" e um café

Matar a saudade com um "cocktail" e um café

Dragão volta a ter público na Liga, quase um ano e meio depois, e F. C. Porto corresponde com triunfo e boa exibição. João Mário está um senhor lateral

O primeiro "bruááá" foi estranho mas lindo. O Dragão voltou a ter 15429 almas nas bancadas e os jogadores sentiram, de novo, o calor humano, a vida e agitação fora do campo. Foi neste contexto que o F. C. Porto disparou para a nova época com uma vitória convincente sobre um Belenenses SAD que vai ser um osso duro de roer para a maioria das equipas da Liga. A muralha de Petit, assente na tática da moda dos três centrais, é consistente e o F. C. Porto teve de acelerar e fazer uma boa exibição para chegar aos golos e à primeira vitória no campeonato.

Este F. C. Porto, de resto, é uma continuidade absoluta da época finda e no onze só alinhou um reforço, que, na verdade, nem se trata de uma cara nova, pois Bruno Costa é há muito um produto da cantera azul e está de regresso a casa. Novidade maior foi na baliza com Conceição a confiar o templo a Diogo Costa, em detrimento de Marchesín, e Zaidu na esquerda, ficando Manafá no banco.

À ameaça de Alioune Ndour (7 m), que falhou isolado, quiçá surpreendido por ter tido tanta liberdade, o F. C. Porto respondeu com 20/25 minutos de qualidade, que foram materializados na "bomba" de Toni Martínez. O espanhol serviu o primeiro "cocktail" no Dragão, à custa da bandeja de Otávio, que descobriu o avançado. Neste período, há todo um João Mário a carburar em pleno e a corresponder à aposta de Sérgio Conceição, que no final da época anterior adaptou o extremo a lateral. E a coisa está para durar.

A segunda parte abre com um caso, com Gustavo Correia a reverter um penálti, após recurso ao vídeoárbitro, mas o F. C. Porto manteve a toada e sossegou os adeptos com um café colombiano, obra de Luis Díaz, que, de cabeça, fez o 2-0, após excelente trabalho de João Mário. Nesse instante, percebeu-se que o jogo ficaria resolvido, pois o Belenenses SAD, apesar da boa organização defensiva, pouco incomodou Diogo Costa, exceto na compensação (90+4) quando Afonso Sousa obrigou o guardião a uma defesa apertada mas bonita para a fotografia. Tais como foram os abraços entre os adeptos no estádio.

Sinal mais

Toni Martínez encheu o pé e ninguém se lembrou de Marega. Luis Díaz endiabrado. Excelente jogo de João Mário, a atacar, mas também a defender. Otávio irascível. Luiz Felipe mostrou segurança

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Sinal menos

Surpresa no onze, Zaidu esteve uns furos abaixo dos companheiros. Deixou a desejar nos cruzamentos e perdeu bolas fáceis. Belenenses sem grande atrevimento, a deixar Cassierra desamparado

Árbitro

Foi alertado pelo VAR e reverteu, corretamente, o penálti que tinha assinalado sobre Díaz. Quis deixar jogar, mas nem sempre foi coerente, o que irritou os jogadores

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