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Reembolso de empréstimo obrigacionista do F. C. Porto adiado para junho de 2021

Reembolso de empréstimo obrigacionista do F. C. Porto adiado para junho de 2021

O reembolso do empréstimo obrigacionista da F. C. Porto SAD foi adiado, esta sexta-feira, por um ano, para 9 de junho de 2021, após aprovação da assembleia-geral de obrigacionistas, anunciou a sociedade.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a SAD azul e branca deu conta da aprovação do adiamento, com 87% dos votos a favor e 13% contra, e do reconhecimento de que o não pagamento na data prevista, inicialmente marcado para terça-feira, "não constitui uma situação de incumprimento das obrigações".

"A aprovação da alteração da data de reembolso das Obrigações F. C. Porto SAD 2017-2020 de 9 de junho de 2020 para 9 de junho de 2021, sem qualquer penalização para a FCP SAD, e correspondentes alterações aos Termos e Condições das Obrigações F. C. Porto SAD 2017-2020, bem como o reconhecimento e aceitação de que o facto de a Emitente não efetuar aquele pagamento em 9 de junho de 2020 não constitui uma situação de incumprimento das Obrigações F. C. Porto SAD 2017-2020", esclarece o documento

Igualmente aprovada por larga maioria dos obrigacionistas, com 90% dos votos a favor e 10% contra, foi a alteração dos termos e condições do instrumento financeiro, a fim de conceder à F. C. Porto SAD "a opção de reembolso antecipado em qualquer dia útil, pelo respetivo valor nominal acrescido de juro corrido, desde que seja dado aos obrigacionistas aviso prévio de 15 dias úteis".

O adiamento do pagamento das obrigações em um ano foi uma pretensão justificada pela SAD azul e branca com a incerteza provocada pela pandemia de covid-19. A emissão em causa, que vencia já na terça-feira, 9 de junho, é de 35 milhões de euros e tinha como pressuposto uma nova emissão, para o pagamento.

A 27 de abril, os dragões explicaram em comunicado que o reembolso do empréstimo poderá ser executado antes da data proposta e agora aprovada, tendo este adiamento o objetivo de potenciar "o sucesso de uma emissão obrigacionista concretizada num cenário mais favorável".

"O que faríamos normalmente seria o lançamento de um novo empréstimo obrigacionista no mesmo valor e com a mesma taxa [4,5%], que é bastante boa. Já fizemos sete e sempre tivemos procura bastante superior à oferta. Mas entendemos que o momento é demasiado incerto para tentarmos essa operação", explicou Fernando Gomes, administrador financeiro daquela sociedade, em declarações ao jornal O Jogo.

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