Liga dos Campeões

Sofrimento da águia vale curta vantagem

Sofrimento da águia vale curta vantagem

Equipa de Jorge Jesus esteve a vencer por 2-0, mas PSV foi perigoso no ataque e valeu a grande noite de Vlachodimos.

Um Benfica essencialmente eficaz venceu o PSV e conquistou uma ligeira vantagem na luta por um lugar na fase de grupos da Champions, que será decidida na próxima semana, em Eindhoven. Os encarnados aproveitaram os pontos menos fortes do oponente - organização defensiva e defesa das bolas paradas - para conquistar uma diferença de dois golos de forma eficiente e foram, depois, solidários nos momentos de maior domínio neerlandês. Sofreram um tento, mas resistiram e lutaram, também ajudados pelos milhares de adeptos que se deslocaram à Luz. Rafa e Weigl assinaram os tentos das águias, que se socorreram de Vlachodimos para selar a quinta vitória consecutiva na época e infligir a primeira derrota ao onze dos Países Baixos.

O Benfica venceu, mas os adeptos saíram com a sensação de que a equipa irá voltar a sofrer e terá de crescer e melhorar para ter sucesso na segunda mão. A ideia resulta da exibição do PSV. O adversário perdeu, mas revelou elevada qualidade ofensiva e uma intensidade de jogo bem superior à dos encarnados, o que lhe permitiu dominar o encontro. Gapko foi um verdadeiro diabo à solta e só Vlachodimos e alguma falta de discernimento, no momento da verdade, impediram que o epílogo fosse outro.

PSV e Benfica entraram com ideias claras de tentar pressionar junto à área e de não deixar jogar. Depois de um ping-pong inicial e numa fase de algum consentimento mútuo, as águias revelaram maior competência e chegaram à vantagem num lance de passes precisos, concluído por Rafa. O PSV reagiu com um futebol envolvente, critério na circulação e muitas unidades na frente. O Benfica ficou em clara tensão, sofreu com as descidas de Madueké e Gapko, mas teve Vlachodimos e um trio de centrais com timing para anular o perigo do adversário.

As águias passaram algum tempo sem respirar, mas nunca perderam o norte e acabaram por ser novamente eficazes e ampliar a vantagem. No reatamento, o Benfica aproveitou ainda a onda anímica para acercar-se da área contrária e Rafa podia ter marcado. O onze de Roger Schmidt tornou, então, a ligar a máquina e a apresentar múltiplas variações ofensivas com Gakpo e Madueké a lançarem o pânico. Vlachodimos esteve em bom plano, mas não evitou o golo de Gapko.

O tento acentuou a motivação da equipa neerlandesa, que aumentou a rotação e intensidade ofensivas. As águias tentaram sobreviver ao assédio, mas foram manietadas e só conseguiram respirar a espaços. Sofreram a bom sofrer, mas revelaram solidariedade e espírito para conservar a liderança. Jorge Jesus realizou várias alterações, mas o conjunto nunca revelou frescura física para reequilibrar o duelo.

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