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Vettel boicota Grande Prémio da Rússia

Vettel boicota Grande Prémio da Rússia

Sebastian Vettel, quatro vezes campeão do Mundo de F1 e diretor da Associação de Pilotos, anunciou, esta quinta-feira, que não vai participar no Grande Prémio da Rússia, inicialmente agendado para o dia 25 de setembro e que, para já, se mantém no calendário de 2022. O único piloto russo do Grande Circo, Nikita Mazepin, não marcou presença na conferência de Imprensa de Barcelona, onde decorrem os testes de pré-temporada.

O piloto alemão da Aston Martin foi sempre uma voz muito ativa contra os casos de homofobia e racismo ocorridos na Rússia e, agora, não esteve com meias palavras para comentar a invasão da Ucrânia levada a cabo pela Rússia.

"Fiquei chocado ao ler as notícias quando acordei. Não sei... é horrível o que está a acontecer", começou por dizer Vettel, antes de deixar bem vincada a posição: "Temos agendado o Grande Prémio da Rússia. Falando apenas por mim, acho que não devo ir. Não vou! Acho que é errado correr naquele país", acrescentou o piloto germânico, antes de criticar a liderança de Vladimir Putin.

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"Tenho muita pena das pessoas, das pessoas inocentes que estão a morrer por razões estúpidas e uma liderança muito, muito estranha e louca. Vamos ver o que acontece daqui para a frente, mas a minha decisão está tomada", afirmou Vettel.

Também presente na conferência de Imprensa, o campeão do Mundo em título, Max Verstappen, não se alongou tanto nas palavras, mas também não deixou margem para dúvidas: "Quando um país está em guerra não é justo correr-se lá. Isso é claro", referiu o neerlandês.

Um porta-voz da empresa que gere o Campeonato do Mundo garantiu que o organismo está a "seguir atentamente" os acontecimentos, não fazendo mais comentários sobre o Grande Prémio da Rússia. "Vamos continuar atentos", disse apenas.

Ligações russas fazem duas baixas

Quem também deveria ter marcado presença na conferência de Imprensa em Barcelona era Guenther Steiner, chefe da equipa Haas, cujo principal patrocinador é a Uralkali, uma empresa russa, e o piloto Nikita Mazepin.

Ambos optaram por não aparecer perante os jornalistas, sendo que Mazepin, o único piloto russo a competir no Grande Circo, e cujo pai é próximo de Vladimir Putin, tinha abordado a tensão entre os dois países na passada quarta-feira.

"Não tenho qualquer problema com este assunto, porque sempre disse que o desporto não deve estar associado à política. Pelas conversas que tenho tido com pessoas da F1, a corrida vai realizar-se e de certeza que me vão ver lá", disse Mazepin à Sky Sports. Uma certeza que, agora, se transforma numa grande dúvida. Afinal, a guerra entre Rússia e Ucrânia já começou.

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