F. C. Porto

Vítor Bruno: "A saída do Corona quebrou um bocadinho a estrutura"

Vítor Bruno: "A saída do Corona quebrou um bocadinho a estrutura"

Vítor Bruno, treinador adjunto do F. C. Porto, que orientou a equipa na vitória caseira frente ao Famalicão (3-2), esta sexta-feira à noite, reconheceu que a equipa abanou, mas salienta que se recompôs no segundo tempo.

"Na primeira parte entramos bem, perante uma equipa que tem vindo a escalar de qualidade naquilo que é seu jogo, uma equipa que nesta fase se agarra a tudo o que pode, como é apanágio de quem está numa luta difícil. Sabemos o que representa nesta fase estes jogos", começou por analisar o adjunto de Sérgio Conceição.

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E continuou: "A nossa entrada é forte. É boa. Depois a saída do Corona acabou por quebrar um bocadinho a estrutura, pois iniciamos com uma configuração algo assimétrica com um ala puro de um lado e um segundo avançado do outro, permitindo ao Corona colocar-se por dentro e entrar em zonas inesperadas para aquilo que é a estratégia do adversário e a preparação que fez para o jogo. A partir do momento em que ele sai tivemos de reconfigurar tudo novamente e a equipa acabou por se perder um pouco no campo e o adversário no único remate enquadrado, numa bola parada, acaba por empatar".

Vítor Bruno realçou que no segundo tempo a equipa voltou "ao que é a estrutura habitual, num 4x4x2, com o Otávio à direita e o Luís à esquerda e os dois avançados bem metidos na frente em cunha". "Fizemos uma segunda parte forte, acho que foi o segredo. Em nenhum momento olhamos para o nosso adversário com um sorriso ou alguma petulância. Não, fomos sérios, fomos honestos, fomos muito humildes na forma de abordar o jogo e isso fez com que nunca nos embriagássemos".

"Fomos muito mais verticais, muito mais acutilantes a chegar à baliza, a ferirmos o adversário e chegarmos por dentro e por fora, a irmos mais à profundidade, que não tínhamos ido na primeira parte e na parte final poderíamos ter feito dois, três, quatro golos e fechar o jogo. E depois acontece o que aconteceu na parte final, fruto, um bocadinho, da esperança de uma equipa que se agarra a tudo para poder ficar na Liga", complementou.

Embora reconhece que o nervosismo da equipa nos instantes finais seja normal, o adjunto de Sérgio Conceição é rápido em acrescentar que "não deve acontecer". "É importante que quem entra em jogo perceba que a arte de defender é tão bonita como a arte de atacar", frisou.

"Não podemos pensar em entrar e fazer o terceiro ou quarto golo e desmontar o que é a nossa organização e depois sofrer um golo. Pode dizer-se que é fruto do acaso, mas nada é por acaso. Acontece porque tem de acontecer e depois no final é a esperança de uma equipa que luta com tudo e nós tentamos, de todas as maneiras, segurar um resultado porque sabes que está na parte final e depois é um canto, dois cantos, três cantos, uma bola, uma segunda bola, bolas a rondar à frente da baliza quando nada o fazia prever", realçou.

Vítor Bruno salienta a resposta da equipa ao empate em Moreira de Cónegos. "É sempre importante, venhamos de ganhar ou de um empate. Há dias falamos do ADN e de como o Pepe o personifica. Aqui temos vinte e tal Pepe's porque eles encarnam essa forma nobre de lutar, de se entregar ao jogo e de querer sempre mais e mais e mais. Essa ambição, não sendo desmedida, está enraizada aqui. Quando as nossas raízes estão edificadas num conceito de equipa tudo resulta muito melhor", finalizou.

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