Ciclismo

W52-F. C. Porto formalizou pedido para voltar a ter equipa profissional

W52-F. C. Porto formalizou pedido para voltar a ter equipa profissional

A W52-F. C. Porto formalizou junto da Federação Portuguesa de Ciclismo a intenção de voltar a inscrever-se como equipa continental UCI na próxima época. A entidade que regula a modalidade recebeu nove pedidos de constituição de equipas para 2023. De fora da lista de inscritos divulgada esta terça-feira está a equipa algarvia da Aviludo-Louletano-Loulé Concelho.

Depois de uma época turbulenta, marcada pela suspensão de corredores e elementos do staff pela Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) no âmbito da operação "Prova Limpa" e pela retirada da licença desportiva pela UCI à equipa, a W52-F. C. Porto pode estar de regresso ao pelotão nacional já em 2023. A equipa formalizou a intenção junto da Federação Portuguesa de Ciclismo, que irá agora avaliar as nove inscrições recebidas, e comunicar a decisão às equipas até dia 4 de outubro.

Na lista de inscritos divulgada esta terça-feira pela Federação Portuguesa de Ciclismo, não consta a Aviludo-Louletano-Loulé Concelho, vencedora de quatro etapas do 31.º Grande Prémio JN. Ao JN, a FPC confirmou que não recebeu a documentação necessária por parte da equipa algarvia, que deveria ter formalizado o pedido junto da entidade até segunda-feira, dia 26 de setembro. Por outro lado, o diretor desportivo Jorge Piedade afirmou ter havido um "problema de comunicação" e garantiu que irá regularizar a situação, de forma a permitir que a Aviludo-Louletano-Loulé Concelho consiga correr no próximo ano.

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A ABTF Betão Feirense, Atum General-Tavira- AP Maria Nova Hotel, Efapel Cycling, Glassdrive-Q8-Anicolor, Kelly-Simoldes-UDO, LA Alumínios-Credibom-Marcos Car, Rádio Popular-Paredes-Boavista e Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados renovaram a intenção de constituir equipa em 2023.

Adriano Quintanilha quer "ciclismo limpo"

Sobre a intenção de voltar a trazer a W52-F. C. Porto ao pelotão nacional já em 2023, Adriano Quintanilha afirmou ao JN que "está disponível para colaborar para fazer um ciclismo limpo e com verdade". O patrão da W52, principal patrocinador, garante que caso a equipa seja aceite pela Federação Portuguesa de Ciclismo e pela UCI, vai "endurecer" as regras, seguindo a máxima "tolerância zero". Para isso, vai exigir que todos os atletas tenham passaporte biológico e que sejam testados mensalmente. "Todas as pessoas que vierem a integrar a equipa, sejam elementos do staff ou ciclistas, só o farão depois de a federação me garantir que não há nada em contrário".

Adriano Quintanilha revelou também que o único elemento que transita da anterior estrutura é Amaro Antunes, vencedor de três edições da Volta a Portugal, uma vez que foi o único corredor a não ser suspenso. "De resto é começar do zero, começar de novo. Quero fazer de tudo para que o ciclismo se torne limpo".

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