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Alemães voltam a casa, mas turismo ainda tem fé

Alemães voltam a casa, mas turismo ainda tem fé

Decisão alemã de colocar Portugal na lista vermelha ditou regressos antecipados e cancelamentos. A medida vai ser reavaliada a 13 de julho, a esperança recai na vacinação.

Os regressos antecipados e o cancelamento de férias previstas para as próximas semanas foram a consequência imediata do anúncio por parte da Alemanha de que, quem chegar ao país vindo de Portugal, terá de fazer uma quarentena de 14 dias, já a partir de terça-feira.

Pelo menos foi assim no Algarve: "O impacto é negativo, porque o mercado alemão, não tendo a dimensão do Reino Unido, é o segundo mercado externo, o que vem frustrar ainda mais as boas perspetivas que tínhamos para o verão", adianta ao JN/Dinheiro Vivo o presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA).

Os turistas da Alemanha, explica Elidérico Viegas, preferem normalmente o barlavento algarvio, ocupando por norma hotéis junto à praia, havendo unidades hoteleiras que trabalham especificamente com este mercado. Como "povo cumpridor", diz, os alemães vão ajustar os seus planos de acordo com a decisão das autoridades do seu país que classificaram Portugal como uma área de variantes por causa da disseminação da estirpe Delta.

Depois da Alemanha, outros poderão fazer o mesmo. É essa a expectativa de João Fernandes, presidente do Turismo do Algarve. "Naturalmente que depois da indicação da Alemanha, é expectável que outros países, como a Áustria e a Suíça, de expressão alemã, acompanhem". Também a Holanda, o terceiro mercado mais importante para o Algarve, poderá seguir o exemplo.

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Para já, João Fernandes nota a "antecipação de regressos e o cancelamento de férias entre os dias 29 de junho e 13 de julho". O presidente do Turismo do Algarve, lembra, no entanto, que os meses em que os alemães mais procuram o Algarve são setembro e outubro e que, até lá, a situação pode mudar.

A Alemanha reavalia a decisão no dia 13 de julho. "Vamos aguardar", diz João Fernandes, que acredita que o avanço da vacinação em Portugal pode levar a uma reversão da decisão.

Positivos são também, sublinha aquele responsável, os sinais dados pelo Governo britânico, que admite levantar restrições no final de julho para quem tenha vacinação completa e regresse de um país da lista âmbar, que é o caso de Portugal, ou vermelha.

Tudo pode mudar

Tanto Elidérico Viegas como João Fernandes consideram que ainda é cedo para avaliar como será este verão para o Algarve porque tudo pode mudar de um momento para o outro. "Será certamente um verão que arranca com menos pujança, mas é muito difícil fazer prognósticos, tudo muda em pouco tempo", sublinha João Fernandes. Em 2020, os portugueses ajudaram a "salvar o verão". Este ano, o responsável aponta "uma procura expressiva dos portugueses".

Acima dos 1500 casos
Ontem foi o terceiro dia consecutivo com mais de 1500 novos casos de covid-19 em Portugal: 1556 na quinta-feira, 1604 na sexta e 1568 ontem. A região de Lisboa e Vale do Tejo responde por 1039 (66,3%).

Pior desde fevereiro
Ontem foi o pior sábado desde 20 de fevereiro, dia em que se registaram 1570 casos, mais dois do que ontem. Mas na altura havia 389 pessoas em enfermaria (agora são 447) e 99 nos cuidados intensivos (atualmente estão mais 14).

Mais internados e UCI
O número de internados continua a subir: há mais 16 doentes em enfermaria, num total de 447, e mais cinco pessoas em unidades de cuidados intensivos (113 ao todo).

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