
Setor equestre tem muita potencialidade, frisaram participantes no painel
Fileira equestre apresenta-se como motor económico no país e no Mundo. Lusitano é "marca internacional fortíssima".
Um dos temas do Fora da Caixa de Ponte de Lima foi o sector equestre e os números revelam uma economia versão macro: o impacto económico da fileira do cavalo a nível mundial ultrapassa 300 mil milhões de dólares, na Europa representa 60 mil milhões de euros, em Espanha 7,4 mil milhões e em Portugal gera 60 mil empregos e ganhos de 1,52 mil milhões, com novos investimentos a emergir em todo o país. Alguns deles no município anfitrião do encontro, que já tem na fileira do cavalo "um dos seus pilares de desenvolvimento" e "é considerado destino equestre internacional".
"Isto já não está numa versão micro", garantiu o presidente da Federação Equestre Portuguesa, Bruno Rente, orador do painel "Os cavalos: negócio, turismo e desporto", moderado pelo diretor do JN, Rafael Barbosa. E que contou também com os contributos do criador e empresário Filipe Pimenta e de Diogo Rosa, que preside à Associação de Municípios Portugueses do Cavalo. O primeiro destacou a importância da aposta nacional em "projetos que fixem a ruralidade", em que o cavalo se pode constituir um parceiro, nomeadamente o cavalo lusitano que representa uma "marca fortíssima" a nível internacional, com a criação da raça em 38 países e presença em mais de 60. Evidenciou a força e o potencial do sector, com o exemplo do campeonato do Mundo de horseball que levou para estadia em Ponte de Lima, "cerca de 3 mil pessoas" associadas ao evento.
Na mesma senda, Diogo Rosa destacou que na Golegã se realizam 23 competições equestres por ano e a Feira Nacional do Cavalo, que atrai um milhão de visitantes e é considerada "um dos maiores eventos do país".
