
Portugal vai receber 1,75 mil milhões de euros a 31 de Maio da Comissão Europeia, no âmbito da ajuda internacional, devendo pagar uma taxa de 5,68% por esta tranche.
Fonte comunitária explicou à Agência Lusa que além de a taxa de juro de 3,53% subjacente à emissão de 4,75 mil milhões de euros (1,75 mil milhões de euros destinados a Portugal e 3 mil milhões de euros reservados para a Irlanda) feita pela Comissão Europeia, esta terça-feira, via Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF), Portugal pagará mais 2% de 'spread', ou "penalização", e mais 0,15% para gastos administrativos, num total de 5,68%.
A mesma fonte indicou que "o mais provável" é que Portugal receba a 31 de Maio 5,25 mil milhões de euros: 1,75 mil milhões de euros do MEEF, 1,75 mil milhões de euros do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) e mais uma fatia de igual montante do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Cada uma destas entidades contribuirá, de acordo com o pacote de assistência financeira a Portugal de 78 mil milhões de euros aprovado pela União Europeia a 17 de Maio último, em partes iguais de 26 mil milhões de euros.
A Comissão Europeia colocou 4,75 mil milhões de euros em obrigações com um prazo de maturidade de 10 anos para financiar os empréstimos previstos nos programas de assistência financeira de Portugal e Irlanda.
A Comissão Europeia sublinha que se trata da "terceira colocação bem sucedida em 2011", o que "confirma a aceitação da União Europeia como um emissor de referência e a manutenção da confiança do mercado das medidas de estabilidade e assistência delineadas pela UE, juntamente com o FEEF e o FMI".
As obrigações de 4,75 mil milhões vencem a 4 de Junho de 2021 a uma taxa de juro de 3,5%. A maior parte dos investidores nesta emissão são europeus - em especial da França (22%), Alemanha (15%) e Reino Unido (15%) - bem como da Ásia (25%).
Quanto ao tipo de investidor, a procura foi "bem equilibrada" entre os gestores de activos (27%), bancos centrais (23%), os investidores de seguros de pensões (23%) e os bancos (20%).
A Comissão Europeia revelou ainda que o sindicato bancário que liderou a operação foi constituído pelo BNP Paribas, Crédit Agricole, Crédit Suisse, DZ Bank and JP Morgan. E participaram ainda o Bank of America (BofA) Merrill Lynch, Barclays Capital, Deutsche Bank, HSBC, Morgan Stanley, SGCIB, UBS Investment Bank, e Unicredit (HVB).
