
O comissário europeu para os Assuntos Económicos, Olli Rehn, defendeu, esta sexta-feira, em Bruxelas, a necessidade de continuar a concretizar reformas e advertiu que que os "próximos meses continuarão a ser difíceis".
"2012 foi um ano de crise, mas também foi um ano de progressos", durante o qual a zona euro mostrou a sua "resiliência política", afirmou Olli Rehn, num pequeno-almoço/debate, organizado pelo European Policy Center, em Bruxelas, sobre os próximos passos na resposta da União Europeia (UE) à crise.
Este ano, "temos de superar a crise e levar os progressos a um novo nível", defendeu o comissário europeu, apontando como prioridades a "manutenção do ritmo das reformas económicas", a melhoria da competitividade industrial, a consolidação orçamental e a aposta na reforma da união monetária.
Apesar de reconhecer melhorias na situação económica na UE, Rehn disse que "os próximos meses continuarão a ser difíceis", serão marcados por "algumas tensões sociais", e que os europeus "continuarão a sentir o impacto da crise".
O comissário afirmou ver sinais de estabilização em países como Espanha, Irlanda ou Itália, que se refletem na queda dos custos de financiamento.
Questionado sobre a possibilidade de a Comissão Europeia voltar a dar a Espanha mais tempo para corrigir o défice, Olli Rehn disse que o assunto será analisado depois de serem publicados os próximos dados macroeconómicos sobre os países europeus, em fevereiro.
Ainda no que respeita a Espanha, disse que o "programa de recapitalização [da banca] está no caminho certo".
Também em resposta aos jornalistas, o comissário disse não esperar que a Eslovénia apresente este ano um pedido de assistência financeira, salientando que o país está a tomar medidas para resolver os seus problemas económicos e orçamentais.
