
A EDP quer potenciar o seu accionista de referência chinês e desenvolver os seus negócios em Macau, nomeadamente nas energias limpas, disse João Marques da Cruz, responsável da EDP Ásia.
"Consideramos que a decisão do Governo português de atribuir os 21,35% da EDP à China Three Gorges é uma oportunidade para a EDP, agora com um accionista de referência chinês, desenvolver os seus negócios em Macau", salientou o administrador executivo da EDP Ásia.
Em declarações à agência Lusa, João Marques da Cruz explicou, primeiro, que o "empenhamento" da EDP em Macau "é já antigo através da CEM", mas agora, com a venda da participação do Estado português na EDP à Three Gorges, "é óbvio que sai um empenhamento reforçado".
"Há vários projectos na área das energias que se podem fazer em Macau, especialmente projectos nas áreas das energias limpas", embora saliente que "tecnicamente há que fazer análises detalhadas", mas Macau, considerando as suas limitações, quer de dimensão do território, quer de clima, "pode também contribuir para o esforço de energias limpas".
João Marques da Cruz só entende esse empenho através da Companhia de Electricidade de Macau (CEM) da qual a EDP é accionista de referência, e, por isso, a eléctrica portuguesa entende que a sua participada de Macau "tem de estar no centro de todos esses desenvolvimentos, porque de outra maneira não seria racional do ponto de vista económico".
"A EDP tem, de facto, o empenhamento de, colaborando com as autoridades de Macau, colocar o seu 'know-how' ao serviço da região para que Macau demonstre mais uma vez ser a ponte entre a República Popular da China e Portugal, acabando por ser o espelho desta cooperação grande que esta posição accionista da China Three Gorges na EDP acaba por consubstanciar", concluiu.
