A Casa Branca reagiu, esta terça-feira, com prudência ao anúncio da realização de um referendo na Grécia sobre o plano de resgate europeu, afirmando que tal demonstra que Bruxelas deve aplicar "rapidamente" as decisões adoptadas na semana passada.
"Os europeus tomaram decisões importantes na semana passada", sublinhou o porta-voz do Presidente norte-americano, Barack Obama, Jay Carney, referindo-se ao acordo sobre o resgate da zona euro obtido após acesas negociações pelos dirigentes da União Europeia na capital belga.
"O anúncio feito pelo primeiro-ministro grego reforça a ideia de que os europeus devem explicar melhor e aplicar rapidamente as decisões que adoptaram na semana passada", acrescentou Carney, na sua conferência de imprensa diária, sem comentar claramente as declarações de George Papandreou.
O chefe do Executivo grego causou apreensão entre os parceiros europeus e semeou o pânico nos mercados bolsistas ao anunciar na segunda-feira a realização de um referendo, porque se os eleitores gregos votarem "não", tal poderá significar o fim do euro.
O plano inclui o perdão de 100 mil milhões de euros da dívida do país a bancos privados e novos empréstimos da comunidade internacional à Grécia no valor de 100 mil milhões de euros.
Mas impõe, em contrapartida, pesados sacrifícios ao país e provocou contestação social generalizada em reacção à brutal queda do nível de vida de uma grande fatia da população.
A crise da dívida deverá ocupar um lugar de destaque na agenda do Presidente Obama na cimeira do G20 em Cannes (França), na qual participará quinta e sexta-feira, estando igualmente previstas reuniões bilaterais com o seu homólogo francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel.
