
A reposição gradual dos subsídios de férias e Natal a partir de 2015, avançada no documento de estratégia orçamental do Governo, é uma "perspetiva técnica" e não uma "decisão política", disse, esta quarta-feira, o ministro das Finanças.
Em declarações perante a comissão parlamentar do Orçamento, Vítor Gaspar recusou comprometer-se com uma data específica para o regresso destas prestações, que foram suspensas para funcionários públicos e pensionistas.
O deputado social-democrata bracarense Nuno Reis mencionou que no DEO é avançada a possibilidade de repor os subsídios a um ritmo de 25% por ano a partir de 2015 - voltando ao total em 2018.
Em resposta, Vítor Gaspar disse que há uma "considerável incerteza" à volta da evolução da economia portuguesa e da europeia.
"Não é possível de forma definitiva projetar o que vai acontecer nos anos seguintes", disse Gaspar. Assim, a hipótese de repor 25 por cento dos subsídios em 2015 é uma mera "perspetiva técnica" e não "um compromisso".
