
Rendas das casas aumentaram 5,3% no ano passado, acima da inflação fixada em 2,3%
Foto: Leonel de Castro
O problema é real e antigo. Há mais de dois milhões de arrendamentos em Portugal que não são declarados ao Fisco, num total de 3,7 milhões de casas arrendadas. O balanço feito pelo JN tem por base uma auditoria da Inspeção-Geral das Finanças (IGF), que detetou 60% dos inquilinos sem contrato declarado pelos senhorios. Os especialistas defendem uma maior regulação do setor para diminuir a evasão fiscal e combater a precariedade dos arrendatários, apesar de admitirem que existem "impostos a mais".
Segundo o Ministério das Finanças, 1,4 milhões de contratos de arrendamento ou subarrendamento estão comunicados à Autoridade Tributária. Mas, na realidade, o número de casas arrendadas é muito maior. Em 2024, uma auditoria da IGF concluiu que 60% dos inquilinos não tinham contrato de arrendamento registado ou vigente, o que significa que os dados do Governo dizem respeito a apenas 40% dos acordos comunicados. Contas feitas, do lado informal estão mais de 2,2 milhões de arrendatários. No total, estima-se que haja 3,7 milhões de arrendamentos no mercado imobiliário.

