Investir na guerra? Produtos financeiros disparam com plano militar europeu

O grupo alemão Rheinmetall produz um dos tanques mais eficazes do Mundo, o KF51 Panther
Foto: Direitos Reservados
Quer investir na guerra? É possível através de produtos financeiros comercializados por várias corretoras, num setor que tem registado valorização histórica nas bolsas europeias e globais. Para muitos, a ideia pode parecer cínica - apostar em conflitos e tensões geopolíticas -, mas do ponto de vista financeiro, o setor da defesa tornou-se uma oportunidade estratégica de investimento, com visibilidade de receitas raramente vista noutros mercados.
O que está a impulsionar esta transformação, para além dos conflitos no Médio Oriente (Gaza e Irão), Sudão e Venezuela, é o ambicioso plano estratégico da União Europeia (UE) para reforçar a sua capacidade militar até 2030, que envolve até 800 mil milhões de euros em investimentos, abrangendo desde financiamento direto de armamento até incentivos fiscais e integração industrial. Para os investidores, isto significa acesso a contratos governamentais plurianuais, programas tecnológicos de ponta e produtos financeiros que permitem capturar o crescimento do setor de forma diversificada.

