
O ministro da Saúde grego disse, esta quarta-feira, que o país "ainda está a gastar demasiados fundos da segurança social em medicamentos e em hospitais" e criticou os médicos que receitam mais do que deviam.
No mesmo dia em que se aguardam as decisões do governo de coligação sobre a aplicação das novas medidas de austeridade, Andreas Loverdos disse que foram realizados mais de três milhões de TAC (Tomografia Axial Computarizada) do que no ano anterior.
Em entrevista à Skai Radio de Atenas, Andreas Loverdos acrescentou que aquele número representa mais do dobro das TAC que se fizeram em todos os países da União Europeia no mesmo período e acrescentou que os gregos desperdiçaram, no ano passado, 1,3 mil milhões de euros em medicamentos que "acabaram por perder a validade".
"Os gastos na saúde, nos últimos três anos, foram incríveis e continuam demasiado elevados" disse o ministro, sublinhando que "mil milhões de euros em remédios são deitados ao lixo", todos os anos.
"Os médicos estão a receitar mais do que no ano passado, quando deviam prescrever menos receitas" afirmou Andreas Loverdos na mesma entrevista.
O Estado grego reduziu, desde o ano passado, três mil milhões de euros em relação aos gastos da ordem dos 5,6 mil milhões de euros registados em 2010 e de acordo com o mesmo ministro vão ser cortados na área da saúde 800 milhões de euros, este ano.
