
Eduardo Pereira, um dos responsáveis pelo boletim "Norte Conjuntura"
Uma década após ser lançado, boletim trimestral passou a ter ainda mais informação
O "Norte Conjuntura" entrou no seu 11º ano de publicação a identificar as tendências que marcam, a curto prazo, a evolução económica da Região Norte no contexto nacional e passou agora a integrar um novo capítulo dedicado ao "Norte Estrutura", que revela características mais estruturais da economia regional.
Lançado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), este relatório trimestral apresenta uma análise de indicadores regionais, que marcam a evolução económica, a curto prazo, da Região Norte no contexto nacional.
Um dos principais rostos do boletim "Norte Conjuntura" e do Centro de Avaliação de Políticas e Estudos Regionais da CCDR-N, Eduardo Pereira, lembra que este "nasceu num momento em que o conjunto da informação estatística oficial, disponível à escala regional, era muito limitado". "Hoje, felizmente, temos muito mais informação. O Instituto Nacional de Estatística tem vindo a melhorar a disponibilização de informação estatística infra-anual, com representatividade regional, o que nos permite fazer um melhor trabalho", assegura.
O "novo" Norte Conjuntura está agora mais próximo das análises de conjuntura nacional. "Passamos a estar organizados de forma mais consentânea com aquilo que é a abordagem tradicional das análises de conjuntura que costumam ser feitas a nível nacional e, por isso, com um manancial de informação mais vasto", acrescentou.
Segundo Eduardo Pereira, o "novo" boletim debruça-se "mais sobre as componentes da procura e da oferta relacionadas com a atividade dos setores produtivos". O novo modelo já foi introduzido nas últimas duas edições, que abordaram temas como o comércio internacional de bens na Região Norte, que já faz parte dos conteúdos habituais mas que foi analisado de forma mais detalhada, a incidência local do desemprego registado por município e a estrutura das receitas e despesas dos municípios da Região Norte ao longo dos últimos anos. Eduardo Pereira assegura ainda que a regra de ouro do "Norte Conjuntura" se mantém: isenção perante os dados e liberdade na análise.
