
A China Three Gorges venceu a privatização dos 21,35% da EDP. A transação já foi confirmada pela Parpública, empresa pública de gestão de participações em empresas em processo de privatização, em comunicado à CMVM.
Em comunicado ao regulador do mercado, a Parpública, empresa gestora de participações públicas, anunciou que "a referida alienação será efectuada pelo preço global de 2,69 mil milhões de euros, incorporando um prémio de 53,6% em relação ao preço de mercado no dia 21 de Dezembro", em que a eléctrica, liderada por António Mexia, fechou a valer 2,246 euros.
Segundo apurou o Dinheiro Vivo, a Three Gorges já foi contactada pelo Governo. Nas próximas semanas deverão acertar os pormenores finais do acordo.
De acordo com o comunicado da Parpública enviado à CMVM, o Conselho de Ministros procedeu, esta quinta-feira, à seleção da China Three Gorges Corporation "para efectuar a aquisição da totalidade das 780.633.782 ações representativas de 21,35% do capital social da EDP, que constituem objecto da venda directa de referência relativa à 8.ª fase do processo de privatização da EDP, atendendo ao maior mérito da respectiva proposta vinculativa apresentada em 9 de Dezembro, a qual observa, em termos que satisfazem adequadamente o Governo, os critérios de selecção".
Além do preço, a selecção do candidato avalia a quantidade de acções a que respeita a proposta vinculativa de aquisição, a salvaguarda dos interesses patrimoniais do Estado, a apresentação de um adequado projecto estratégico para a sociedade, a contribuição para a manutenção da identidade empresarial, para o reforço da capacidade económico-financeira e para a estabilidade accionista da empresa.
Os chineses eram apontadas com um dos favoritos não só porque tiveram o aval da EDP, mas também por terem apresentado a melhor proposta financeira, oferecendo 2,69 mil milhões de euros, quase o dobro do que vale actualmente aquela fatia da EDP.
Além disso, a China Three Gorges proporciona linhas de financiamento de quatro mil milhões de euros e ainda se propõe comprar participações minoritárias em parques eólicos da empresa nacional no valor de dois mil milhões de euros. Quanto ao projecto industrial, a aposta é nas renováveis, área onde a empresa quer crescer com a ajuda da EDP.
Pelo caminho, na fase final, ficaram o grupo alemão E.ON e as empresas brasileiras Eletrobras e Cemig.
