
Resultados líquidos da Galp aumentam 13,7%
Rodrigo Cabrita/Arquivo Global Imagens
A Galp obteve resultados líquidos de mil milhões de euros em 2023, mais 13,7% que no ano anterior, impulsionada por um "sólido desempenho" em todas as unidades de negócio, anunciou hoje a empresa.
A Galp referiu que o EBITDA (resultado antes de impostos) foi de 3,56 mil milhões de euros, menos 7,6% do que em 2022, de acordo com um comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Por categoria, o EBITDA do "Upstream" (exploração e produção de petróleo e gás natural) foi de 2,26 mil milhões de euros no ano passado, uma descida de 26,6%.
A empresa justificou a queda com a redução do preço do petróleo no mercado mundial, sublinhando que a produção aumentou 6% em 2023.
Na categoria "Industrial and Midstream" (transporte, armazenagem e marketing de crude e gás natural), o EBITDA atingiu 929 milhões de euros no ano passado, mais do dobro do registado em 2022.
No entanto, a Galp admitiu esperar uma redução de 13% no EBITDA este ano.
A dívida líquida do grupo subiu de 1,21 mil milhões de euros no final de setembro para 1,4 mil milhões de euros no final de dezembro.
Petrolífera destaca "sólido desempenho"
O Conselho de Administração da Galp vai propor um aumento de 4% dos dividendos em 2024 para 0,54 euros por ação e, com base no desempenho de 2023, um programa de recompra de ações de 350 milhões de euros a levar a cabo este ano.
No quarto trimestre do ano passado, o resultado líquido da Galp aumentou 4% em termos homólogos para 284 milhões de euros, com a petrolífera a destacar o "sólido desempenho operacional" do 'Upstream'" e a "manutenção da contribuição do 'Midstream', embora limitado na área de refinação pela paragem planeada [para manutenção] em Sines".
Neste trimestre, o EBITDA atingiu os 720 milhões de euros, sendo que, no 'Upstream', este indicador somou 599 milhões, um decréscimo homólogo de 24% resultante da saída dos ativos angolanos e de um ambiente de preços de petróleo e gás "menos favorável".
Numa base comparável, no Brasil e em Moçambique, a produção aumentou 8% em termos homólogos, suportada pela contribuição do projeto FLNG Coral Sul em Moçambique e pelo aumento da disponibilidade e da eficiência das unidades operacionais no Brasil.
Já no segmento das "Renováveis & Novos Negócios", o resultado antes de impostos foi de 21 milhões de euros, num trimestre sazonalmente baixo para a produção, refletindo um ambiente de preços de mercado mais baixos, mas beneficiando do aumento da capacidade operacional, refere a empresa.
Quanto à categoria "Industrial & Midstream", registou um EBITDA de 63 milhões de euros, com uma "contribuição robusta" do 'Midstream' nas atividades de 'trading' de petróleo, gás e eletricidade, que "mais do que compensou a contribuição negativa do segmento Industrial", na sequência da paragem planeada na refinaria de Sines.
Na área comercial, o resultado antes de impostos somou 54 milhões de euros entre outubro e dezembro, um trimestre de menor procura sazonal na Península Ibérica, mas em que se registou um aumento homólogo da contribuição dos negócios não petrolíferos e de baixo carbono.
No último trimestre de 2023, o investimento líquido da Galp foi de 382 milhões de euros, maioritariamente direcionado para os projetos de 'Upstream' em desenvolvimento no pré-sal brasileiro e para a campanha de exploração na Namíbia, bem como para o início da construção da fábrica de biocombustíveis avançados e da unidade eletrolisadora de 100 Megawatts (MW) em Sines.
