
Os trabalhadores da Estradas de Portugal estarão em greve a 16 de abril, em protesto contra o "quadro de incerteza e insegurança" relativamente ao futuro próximo da empresa.
Esta posição consta de um comunicado da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS) no qual são revelados aspetos "indesmentíveis" sobre a fusão anunciada da Estradas de Portugal com a Refer, dando origem à Infraestruturas de Portugal.
Para a Federação, "a futura empresa transportará consigo as consequências das políticas ruinosas impostas pelos sucessivos governos do PS e do PSD/CDS, com o desmantelamento do setor ferroviário público e dos encargos das PPP [parcerias público-privadas] no setor rodoviário".
Além disso, a empresa "não será o somatório das estruturas das empresas atuais, pelo que, não será só ao nível das chefias (como o Conselho de Administração [da Estradas de Portugal] quer fazer crer) que pretenderão reduzir efetivos".
Os trabalhadores da Refer também estarão em greve no dia 16 de abril.
O Governo aprovou, esta quinta-feira, a fusão da Estradas de Portugal com a Refer na Infraestruturas de Portugal, com vista à gestão integrada das redes ferroviária e rodoviária, potenciando a redução de encargos de funcionamento ao nível operacional.
A Infraestruturas de Portugal, nova empresa que nascerá da fusão, contará com mais de 4000 trabalhadores e será gestora de 13515 quilómetros de rodovia e 2794 quilómetros de ferrovia.
O Governo defende que a fusão permitirá obter ganhos de eficiência muito relevantes, designadamente ao nível da contratação externa, da eliminação da sobreposição de estruturas internas comuns às duas empresas, da redução de encargos por via de economias de escala e de uma melhor afetação dos recursos disponíveis.
A fusão entre a Refer e a EP está prevista no Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas (PETI3+), aprovado em Conselho de Ministros a 3 de abril.
