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Autoeuropa volta à produção máxima com 200 temporários

Autoeuropa volta à produção máxima com 200 temporários

O recrutamento de 200 operários na última semana permite à fábrica de Palmela produzir 890 carros por dia.

A Autoeuropa vai retomar a produção na máxima força a partir de amanhã. A fábrica de Palmela conseguiu contratar trabalhadores temporários para ocupar o lugar dos 200 operários que estão em casa a tomar conta dos filhos por causa do encerramento das escolas. A unidade portuguesa do grupo Volkswagen está a ser pressionada para responder às encomendas na Alemanha.

"Segunda-feira, a partir da meia-noite, voltaremos ao horário AE 19", adiantou ao JN/Dinheiro Vivo o coordenador da comissão de trabalhadores da Autoeuropa, Fausto Dionísio. Fonte oficial da empresa confirma: "Foram contratados 200 trabalhadores temporários". Não se sabe por quanto tempo ficarão na unidade industrial. Além de cobrirem os pais que têm de ficar com os filhos, estes operários poderão compensar colegas que tenham de ficar em quarentena por causa do coronavírus.

Com este plano, a fábrica volta a ter 19 turnos de laboração por semana: contínua nos dias úteis e dois turnos ao sábado e ao domingo. A linha de montagem também vai sair reforçada, com a produção, em média, de cerca de 900 automóveis por dia de segunda a sexta, e de 1240 unidades por cada fim de semana (620 ao sábado e ao domingo).

Atualmente, o SUV T-Roc representa praticamente toda a produção diária da Autoeuropa - em conjunto com o monovolume Sharan. Como não faltam encomendas para o T-Roc, a fábrica de Palmela tem merecido todas as atenções do quartel-general da Volkswagen e ficado imune à falta de chips que está a afetar fábricas na Europa.

O recrutamento de temporários marca o regresso à normalidade da Autoeuropa, depois de mais de duas semanas de súbitas alterações. Em 21 de janeiro, o Governo determinou a suspensão das aulas por duas semanas e obrigou a Autoeuropa a reorganizar-se em menos de 24 horas. Não houve produção entre os dias 22 e 24 de janeiro. Entre 25 de janeiro e 5 de fevereiro, só se produziram carros de segunda a sexta.

Em março, quando a pandemia levou ao recolhimento dos portugueses, a fábrica suspendeu a produção e mandou para casa os mais de 5500 trabalhadores. Essa medida foi tomada em todas as unidades do grupo.

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Alemanha mantém encomendas

O reforço temporário da equipa foi feito dois meses depois de a empresa não ter integrado um total de 175 operários nos quadros - que atingiram o limite de renovações de contratos a prazo. A empresa justificou a decisão com a redução de produção do monovolume Sharan - para reforçar o T-Roc. Agora, a opção de ir buscar temporários para compensar os pais que têm de ficar em casa "é uma situação completamente diferente", referiu na semana passada Fausto Dionísio.

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