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BE quer saber se Lone Star está a enganar o Governo português

BE quer saber se Lone Star está a enganar o Governo português

O BE considerou hoje que auditoria ao Novo Banco não responde à pergunta "se a Lone ​​​​​​​Star está a enganar o Governo português" e defendeu a divulgação do documento que chegou ao parlamento, alegando não ter dados confidenciais.

"Muitas vezes, quando se procura fazer tudo, corre-se o risco de dizer muito pouco sobre cada coisa e é o que parece ser esta auditoria", disse a deputada do BE Mariana Mortágua aos jornalistas, no parlamento, numa "análise preliminar" ao relatório da auditoria ao Novo Banco, realizada pela consultora Deloitte.

Em relação à confidencialidade do documento, a deputada bloquista começou por referir que "a Assembleia da República tem que ter todos os dados para poder analisar o que se passou no BES e no Novo Banco, incluindo nomes de empresas, nomes de devedores e de empresas que tiveram as operações reestruturadas ou perdoadas", considerando que "o documento que chegou à Assembleia da República pode ser divulgado desde já porque não tem nenhum dado que seja confidencial".

"Temos de acabar com este regime de pôr um carimbo de segredo nos documentos que aqui chegam para que não possa haver transparência", apelou.

Segundo Mariana Mortágua, "a auditoria confirma alguns dados" que já eram conhecidos.

"O que a auditoria não nos permite concluir é se a Lone Star está a enganar o Governo português e os contribuintes portugueses, obrigando o Governo a pagar por prejuízos que poderiam ter sido evitados e essas são as notícias que vieram a público recentemente sobre a venda de carteiras de ativos e de imobiliários e nós continuamos a não ter uma explicação para isso. Para essas perguntas eu não encontro, na análise preliminar, resposta", criticou.

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Na perspetiva da deputada do BE, a "auditoria cobre um período muito extenso e objetivos muito diferentes".

"Interessa-nos agora perceber se a Lone Star está a enganar o Estado português e essa é a pergunta que nós queremos encontrar resposta na auditoria. Não encontramos na primeira leitura, vamos aprofundar essa leitura porque a auditoria tem de cumprir esse objetivo que é proteger os interesses dos portugueses", enfatizou.

Esta terça-feira, de madrugada, o Ministério das Finanças anunciou, em comunicado, que recebeu o relatório da auditoria externa e que esse "será remetido à Procuradoria-Geral da República considerando as competências constitucionais e legais do Ministério Público".

Segundo o Governo, o relatório revela perdas líquidas de 4042 milhões de euros no Novo Banco (entre 4 de agosto de 2014, um dia após a resolução do BES, e 31 de dezembro de 2018) e "descreve um conjunto de insuficiências e deficiências graves" no BES, até 2014, na concessão de crédito e investimento em ativos financeiros e imobiliários.

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