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Black Friday começa antes e trocas têm mais tempo

Black Friday começa antes e trocas têm mais tempo

Comprar antes, com direito a troca por um período mais longo. Eis duas soluções para os dois meses mais fortes de vendas do comércio. Em tempos de pandemia, o alerta dos comerciantes e do Governo com a Black Friday, no dia 27 de novembro, e com o Natal é o mesmo. Com os casos de infeção a disparar, há que evitar aglomerações

Nas próximas semanas deverá ser anunciada uma campanha para que os consumidores antecipem as suas compras de Natal, com o período de trocas a prolongar-se, pelo menos, até ao final de janeiro, sabe o JN/Dinheiro Vivo. Promoções acima dos 50%, encomendas por telefone, recolha dos produtos à entrada da loja, no estacionamento do shopping ou até uma Black Friday totalmente digital são algumas das estratégias dos retalhistas.

"Andamos desde setembro a trocar impressões com o Governo sobre estes temas, nomeadamente, a questão das trocas, precisamente para evitar os ajuntamentos a seguir ao Natal e Ano Novo, por isso vai haver uma campanha, adianta João Vieira Lopes, presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP). "Está previsto que seja uma adesão voluntária dos retalhistas, não é uma norma obrigatória, vai ser incentivada nos retalhistas das associações e, em termos do consumidor final, através de uma campanha publicitária", adianta sem detalhar.

Tudo indica que a campanha deverá arrancar nas próximas duas semanas, com período das trocas a se estender, pelo menos, até final de janeiro, para além dos 30 dias legais.

Os shoppings já se anteciparam: até final de novembro vão investir 700 mil euros para apelar aos consumidores que antecipem compras de Natal. As cerca de 8600 lojas dos centros da Associação Portuguesa de Centros Comerciais que aderirem a esta iniciativa irão ter um dístico à porta, indicando aos consumidores que se fizerem compras até 15 de dezembro poderão trocar até final de janeiro.

"Há um grande grau de incerteza e de preocupação. Uns mais otimistas, outros mais pessimistas, mas todos sabemos que será a evolução da pandemia que vai condicionar muito", diz João Vieira Lopes.

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