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Chumbo ao Montijo reaviva opção Beja

Chumbo ao Montijo reaviva opção Beja

Chumbo ao Montijo reaviva defensores de projeto que permita aproveitar a base e captar pessoas para a região.

Se o Montijo não andar, as soluções para o novo aeroporto de Lisboa vão além de Alcochete. Beja é uma hipótese que encontra defensores, aliando a infraestrutura já existente ao potencial de ligação e captação de atividade e pessoas para uma zona do país que sofre brutalmente os efeitos do despovoamento.

Na passada quinta-feira, Filipe Pombeiro, presidente da associação de empresários locais, NERBE, admitiu ser uma boa opção para revitalizar o Alentejo e valorizar uma infraestrutura que está "a meio caminho entre Lisboa e o Algarve". Permitia ainda dinamizar o turismo na região, mesmo que implicasse resolver "o problema das acessibilidades": "Com uma boa ferrovia e uma boa rodovia, numa hora estamos em Lisboa", disse, na conferência Portugal que Faz, em Beja.

É essa também a visão da FIRMA, consultora de Bernardo Theotónio-Pereira e Bernardo Pires de Lima que concede informações estratégicas para apoiar empresas e instituições e que tem uma vertente de retorno à sociedade. A FIRMA criou uma equipa de trabalho liderada por Pedro Spohr (engenheiro e board member da empresa) para estudar o tema e apresentar "uma proposta concreta e viável focada no combate à desertificação do território nacional e na eficiente utilização dos recursos existentes". E a solução que surgiu foi o "Aeroporto Portugal Sul, com a criação da ligação ferroviária de alta velocidade nacional".

"É uma proposta que comunga da visão do Prof. António Costa e Silva, que permite potenciar uma infraestrutura existente, reocupar o território, garantir a coesão territorial necessária e aproximar Portugal das regiões próximas da Estremadura e Andaluzia (mercados que representam cerca de 80% do PIB nacional) e do mercado europeu, através da criação de uma linha ferroviária de alta velocidade que, por sua vez, permitirá atrair indústrias nacionais e internacionais e a utilização eficiente dos recursos existentes e a receber (os Fundos estruturais)", justifica Theotónio-Pereira.

Há meio século em discussão, o novo aeroporto de Lisboa sofreu nesta semana novo revés, com o regulador a indeferir o pedido de apreciação prévia da viabilidade da construção no Montijo.

Indemnização é cenário excluído

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A nova localização para o aeroporto na capital não exigirá abertura de concurso internacional, livrando o Estado de pagar uma indemnização à ANA - gestora aeroportuária -, porque os prazos foram interrompidos, diz o Governo, em esclarecimento do Ministério das Infraestruturas, na sequência da notícia do JN/DV indicando que se a Avaliação Ambiental Estratégica levasse à construção em Alcochete o Estado poderia ter de indemnizar a Vinci em 10 mil milhões de euros.

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