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Despedimentos coletivos no pior registo desde 2014

Despedimentos coletivos no pior registo desde 2014

Até final de setembro, as empresas já levaram à saída de mais 50% de trabalhadores do que em todo o ano de 2019.

O número de trabalhadores demitidos em processos de despedimento coletivo entre janeiro e setembro deste ano já vai em quase 5400 casos, naquele que é já o pior registo desde 2014, o último ano da troika em Portugal.

De acordo com dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), nestes nove meses, as empresas já levaram à saída de mais 50% de trabalhadores do que em todo o ano de 2019. Alguns casos de despedimento ainda são relativos a processos iniciados no ano passado.

Muitas empresas preferiram não prolongar o status de apoio público (o sucessor do lay-off) para poderem começar a fazer reestruturações profundas e reduções severas nos quadros de pessoas. É o que está a acontecer e um dos indicadores mais claros de que isso está em marcha são os despedimentos coletivos.

Analisando apenas períodos homólogos, os dados oficiais mostram que o número de pessoas despedidas mais do que duplicou (subida de 142%) no terceiro trimestre deste ano (julho a agosto). Estes são os meses do desconfinamento, em que a atividade até conseguiu recuperar um pouco, mas não o suficiente para apagar o rasto de destruição dos meses do confinamento.

Também é possível ver que a pandemia fez duplicar o número de trabalhadores afastados em despedimentos coletivos. Foram cerca de 1107 no primeiro trimestre. No segundo trimestre, o grupo de afetados duplicou para 2196. E subiu 88% (quase que duplicou) para 2079 casos consumados no terceiro trimestre, mostra a DGERT.

E quem está a pagar este ajustamento? Os dados mais desagregados do Ministério do Trabalho indicam que, no período em análise (janeiro a setembro de 2020), a esmagadora maioria dos despedidos trabalhava em empresas pequenas e médias.

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A região mais afetada é Lisboa e Vale do Tejo, que responde por mais de 57% do total de trabalhadores despedidos. O Norte é a segunda região, carregando quase 30% dos despedidos nestes nove meses de 2020.

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