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Empresa quer pôr Interior de Portugal a produzir e exportar pistácio

Empresa quer pôr Interior de Portugal a produzir e exportar pistácio

Um novo projeto empresarial quer pôr o Interior de Portugal a produzir e exportar pistácio com a promessa de gerar uma "atividade de uns largos milhões de euros" nas regiões mais deprimidas.

A iniciativa é da Espaço Visual - Consultores de Engenharia Agronómica, Lda, a empresa que potenciou outros negócios no país na área agrícola como o do mirtilo, e que aposta agora em toda faixa Interior, desde Bragança a Beja, para promover a produção em larga escala de pistácio como fruteira".

O gerente da empresa José Martino adiantou à Lusa que quer arrancar em janeiro com as primeiras plantações e ir captando interessados com a perspetiva de chegar em "dois anos a mais de 3.000 hectares e seis milhões de faturação de uma cultura praticamente inexistentes em Portugal".

Para o efeito foi constituída a primeira empresa/organização de produtores de pistácio, em Portugal, que, além da comercialização e distribuição, dará assistência técnica aos associados.

José Martino afirmou que o escoamento da produção está assegurado para exportação na União Europeia, "onde a procura supera em muito a oferta", estimando-se que "para suprir as necessidades dos mercados" desta zona "será necessário plantar mais 120 mil hectares.

A empresa de consultadora dedica-se à procura de novas oportunidades de negócio para a agricultura e foi assim que surgiu o pistácio com "um a vantagem que é uma atividade que se desenvolve em regiões muito frias de inverno e muito quentes de verão, o que remete para o Interior de Portugal".

Os frutos secos estão na moda, sobretudo pelos benefícios para a saúde e a oferta internacional não é muito elevada, pelo que José Martino concluiu que "para estas terras que estão nos distritos muito deprimidos, economicamente é uma oportunidade importante de fazer gerar atividade de uns largos milhões de euros".

Em plena produção, o pistácio garantirá "um rendimento superior a 10 mil euros por hectare", como indicou, realçando que "não há muitas atividades na agricultura que se aproximem desta cultura em regadio".

O projeto está a ser apresentado a potenciais interessados, desde novembro, e a empresa que o vai desenvolver, a Fruystach, terá escritórios na Beira Interior, a região onde vai fazer as primeiras plantações de seis hectares.

O responsável afirmou que "a recetividade é grande" ao projeto e caberá á empresa analisar as manifestações de interesse com uma avaliação do potencial dos solos e do clima para a cultura "porque o objetivo é colocar a cultura nos sítios certos e não por todo o lado".

A adesão tem custos assim como as plantações que podem rondar em média "23 a 25 mil euros" por hectare candidatáveis a fundos comunitários, sendo que a nova empresa apoiará todo o processo, desde o projeto ao escoamento da produção, e os produtores passam a ser acionistas.

José Martino indicou que já testou este modelo nos pequenos frutos com uma empresa, há quatro anos, que começou com quatro produtores e hoje tem 120 acionistas, com sede em Guimarães.

O responsável explicou que nos projetos que tem desenvolvido visita os principais países produtores para "perceber o que estão a fazer e de que forma é que as tecnologias mais avançadas podem ser utilizadas".

"Isto permite-nos queimar etapas no processo evolutivo da cultura, ou seja permite-nos fazer bem quase logo à primeira, com ajustamentos mínimos, e a proposta que fazemos para o pistácio também tem em conta isso", afiançou.

As plantações serão feitas, como disse, "com sistemas que garantam um alto potencial produtivo, com alta qualidade e também o mais cedo possível" ou seja que a entrada em produção seja antecipada.

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