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Famílias batem recorde no cumprimento de créditos

Famílias batem recorde no cumprimento de créditos

"Almofada" das moratórias e juros baixos estimularam novos contratos, inclusive com bancos a apresentarem melhores condições para o consumidor.

Em vésperas do fim das moratórias públicas para as famílias, nunca tão poucos titulares de crédito estiveram em incumprimento, nem o valor de empréstimos vencidos - cerca de dois mil milhões de euros, em junho - era tão baixo desde 2006 (1 997 milhões de euros). O número de novos contratos mantém-se elevado, mas os sinais não são de compras impensadas: os bancos estão a propor aos clientes a reestruturação de dívidas, aproveitando os juros historicamente baixos para prevenir o impacto do fim das moratórias.

Seria preciso recuar a dezembro de 2006 para o montante de créditos vencidos ser tão baixo como em junho passado. Nunca, desde que o Banco de Portugal mantém registos, houve uma percentagem tão baixa de particulares com créditos vencidos (8,2%). E isto num cenário em que os novos contratos continuam a crescer, já em níveis pré-pandémicos e com valores também em níveis semelhantes a 2019.

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