Trabalho

Governo dá luz verde a novo salário mínimo de 665 euros

Governo dá luz verde a novo salário mínimo de 665 euros

O Conselho de Ministros aprova, esta terça-feira, o aumento do salário mínimo nacional (SMN) para 665 euros, mais 30 euros do que aquele que está em vigor.

A medida beneficiará um universo de 742 mil pessoas, o que corresponde a 21% dos trabalhadores de Portugal e 13,2% do total da massa salarial nacional.

A subida do SMN é vista pelo Governo como decisiva na estratégia global de devolução dos rendimentos, combate à pobreza e redução das desigualdades sociais. "É, também, uma forma de responder à crise, não através da redução dos salários, mas assumindo a centralidade dos salários e dos rendimentos como um instrumento determinante para a recuperação e estímulo do consumo interno", justifica Ana Mendes Godinho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, ao JN.

O risco de pobreza dos trabalhadores em Portugal é de 13%. Desde que António Costa chegou ao Governo, o SMN já subiu 31,68%, o que equivale a um crescimento de 160 euros em seis anos. Quando tomou posse como primeiro-ministro, em novembro de 2015, o SMN estava em 505 euros. Em 2016 subiu para 530 euros, depois 557 euros, a seguir 580 euros, em 2019, 600 euros, este ano, 635 euros e, em 2021, será de 665 euros. Esta subida será acompanhada de um apoio extraordinário para as empresas fazerem face ao custo adicional, e que "será pago de uma vez só", revela Ana Mendes Godinho. Os detalhes do apoio estão a ser delineados entre os ministérios do Trabalho, Economia e Finanças.

Paralelamente, o Governo atualizará os contratos de prestação de serviços do Estado em que haja muitos trabalhadores com salário mínimo, como forma de "garantir que o aumento acontece efetivamente nos trabalhadores abrangidos".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG