Confinamento

Há papel higiénico suficiente para toda a gente

Há papel higiénico suficiente para toda a gente

Na véspera de o país reconfinar, não houve registo de corrida desenfreada aos súperes e hipermercados para se encherem os carrinhos até acima.

Nem sinais de açambarcamento de produtos alimentares ou de papel higiénico, como em março do ano passado, antes do primeiro estado de emergência - não há fotografias de prateleiras despidas. O setor retalhista diz que hoje está mais preparado e que aprendeu a lição. Os portugueses, ao que parece, também.

No Porto e em Matosinhos, a manhã nas lojas foi tranquila, como outra qualquer de um dia útil em tempos pandémicos. Ao final da tarde, a afluência cresceu, mas não o suficiente para que se formassem filas à porta, mesmo nos espaços de menores dimensões, como por vezes tem acontecido à semana. Nem no Norteshopping, o maior centro comercial da região, o movimento era diferente dos outros dias, apesar de, a partir de hoje,

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) diz ao JN que, nos últimos dias, se notou um ligeiro aumento da procura da famílias, "não só no retalho alimentar, mas também no especializado", mas garante que "não há motivo para as pessoas estarem preocupadas. "As lojas vão estar a funcionar, a cadeia de abastecimento também. Não é previsível qualquer rotura de produtos nem qualquer problema no abastecimento da casa dos portugueses. Não só os nossos associados estão mais preparados com a logística e com a cadeia de valor, mas também os portugueses aprenderam e podem confiar que não vão faltar produtos e que não há necessidade de açambarcamento ou de corridas aos supermercados para aguentar o confinamento", garante o diretor-geral Gonçalo Lobo Xavier.

Sobre as novas regras para o setor, o responsável saúda o fim das restrições no horário de funcionamento dos supermercados, "algo lesivo da saúde pública e que tinha impacto negativo na operação e na vida dos portugueses." Lamenta, no entanto, que o Governo "tenha perdido uma boa oportunidade" para aumentar o rácio de pessoas permitido por metro quadrado de cinco para dez, como acontece "na maioria dos países da Europa."

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"Isso permitiria evitar as longas filas à porta dos centros comerciais, onde, aí sim, não temos qualquer controlo sobre o comportamento dos cidadãos. Entendemos que cumprimos todas as regras de segurança e temos um controlo e uma fluidez nos nossos espaços que permite que não haja qualquer risco para a saúde de clientes e colaboradores", garante Gonçalo Lobo Xavier, que diz também não entender que o novo diploma mantenha "a irracionalidade da regra de proibição de venda de bebidas alcoólicas nos espaços alimentares depois das 20.00 horas."

"É uma medida sem qualquer impacto na saúde pública e que causa enormes constrangimentos no final do dia às operações e, no limite, na cadeia de valor de produtos de valor acrescentado da produção nacional, como são o vinho e as cervejas", defende.

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