Transportes

Autarcas prevêem "cenário caótico" devido a greve nos comboios

Autarcas prevêem "cenário caótico" devido a greve nos comboios

A presidente da Câmara Municipal da Amadora alertou esta quinta-feira para o previsível "cenário caótico" que se viverá sexta-feira em toda a Área Metropolitana de Lisboa, devido ao facto de não terem sido decretados serviços mínimos para a greve nos comboios.

"Quase 80% da nossa população entra e sai do concelho diariamente, pelo que, a mobilidade vai ficar seriamente comprometida", referiu ao JN Carla Tavares, a propósito do protesto dos ferroviários marcado para sexta-feira. A autarca da Amadora sublinhou que, em momento algum quer "por em causa o direito à greve dos trabalhadores", mas destacou que "não é, de todo, aceitável que não sejam decretados serviços mínimos".

A posição de Carla Tavares junta-se à da maioria dos autarcas da Área Metropolitana de Lisboa (AML). Em comunicado enviado às redações, o presidente da AML, Fernando Medina, refere que "é inaceitável que o acórdão dos árbitros junto do Conselho Económico e Social não tenha decretado serviços mínimos que incluam o transporte de passageiros, colocando assim em causa um dos mais elementares direitos dos cidadãos".

Citado pela Lusa, Fernando Medina considera que o que está em causa "é o direto fundamental à mobilidade de mais de dois milhões de pessoas na Área Metropolitana de Lisboa" e lembra todos aqueles que se deslocam para dentro da cidade de fora.

"Não há qualquer elemento de proteção dos direitos dessas pessoas, ao nível que, compatibilizando o respeito e o direito à greve constitucionalmente protegido, e que não está em causa de forma alguma, mas que tem de ser compaginado com os direitos mínimos das pessoas em dia de greve", sublinha o também presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

A CP alertou na quarta-feira para "fortes perturbações" na circulação, devido à greve, prevendo supressões a nível nacional em todos os serviços.

Como habitualmente, as ligações nos eixos urbanos deverão ser as mais afetadas, com destaque para as que são servidas pelas linhas de Sintra e Cascais.

Os trabalhadores da CP, da EMEF e da Infraestruturas de Portugal vão fazer uma greve de 24 horas na sexta-feira, em defesa da negociação de melhores condições de trabalho.

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