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Mais 100 mil apostadores online a cada três meses

Mais 100 mil apostadores online a cada três meses

A Betano, uma das mais recentes casa de apostas em Portugal, pede mão pesada na caça aos operadores ilegais que não pagam impostos.

O jogo online está a crescer em Portugal e a cada trimestre surgem 100 mil novos apostadores. "É um mercado importante para o grupo e para o qual temos grandes expectativas", explica Ricardo Branquinho da Fonseca, diretor-geral da Betano em Portugal. "Todos os trimestres, registam-se 100 mil novos jogadores. É claro que o mesmo jogador pode registar-se em várias casas, mas é um número muito relevante de jogadores", explica.

A operar há cinco meses em Portugal, a casa de apostas não revela o número de apostadores, mas destaca a receita gerada. "Os portugueses gostam de apostar. Todos percebem muito de futebol, o que gera uma receita interessante para o nosso negócio", destaca.

A crescer a dois dígitos, Branquinho admite que no mundo do jogo nem tudo são rosas. "Não vou ter uma falsa modéstia e dizer que este não é um mercado interessante porque é, mas tem muitas vicissitudes desde logo porque pagamos níveis de impostos elevadíssimos, para não dizer quase proibitivos e em que é preciso fazer uma ginástica muito apurada que também se reflete no preço que disponibilizamos ao cliente. Portugal tem dos impostos mais altos da Europa, para não dizer no mundo".

Receita fiscal

O jogo dá ao Estado mais de 200 milhões de euros por ano em receitas. A previsão para este ano aponta para 229 milhões de encaixe, um aumento de 12% face à previsão inscrita no Orçamento de 2018. O Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ), que acompanha esta atividade em Portugal, destaca que as onze empresas que exploram o jogo online pagaram 35,4 milhões de euros de imposto especial de jogo online nos primeiros seis meses, um aumento de 27% face a igual período.

Não são só as taxas que preocupam. A existência de casas ilegais que operam sob os domínios ".com" e que escapam às regras nacionais desequilibram o tabuleiro. "Só cidadãos com número de contribuinte e de cidadão podem jogar no mercado português. Legalmente, os portugueses também não podem jogar lá fora. Infelizmente, temos algumas concorrentes, as chamadas ".com", que não pagam impostos, e que têm um peso importante", destacou. "Tem sido difícil às várias entidades envolvidas controlar o processo para que isso não aconteça".

Um estudo da Universidade Nova de Lisboa mostra que 75% dos jogadores portugueses apostaram no mercado online ilegal em 2018, um aumento de 10% face ao ano anterior. "É um grande prejuízo para nós porque todos os que jogam lá fora não jogam connosco", destaca o diretor-geral da Betano.