Energia

Mais uma crise para a indústria automóvel: a produção de AdBlue na Europa vai abrandar

Mais uma crise para a indústria automóvel: a produção de AdBlue na Europa vai abrandar

A indústria automóvel poderá estar prestes a enfrentar mais uma crise. A produção do aditivo AdBlue, obrigatório nos motores a diesel modernos para ajudar a reduzir as emissões poluentes dos veículos, está em risco devido ao aumento dos custos de produção.

O AdBlue é um aditivo químico composto por água desmineralizada e ureia pura, que utiliza gás natural durante o processo de produção. Uma vez que grande parte dos carros a diesel utiliza o AdBlue, a produção deste líquido é indispensável para assegurar a circulação de veículos.

Este é um setor agora em risco. Segundo o jornal espanhol "La Vanguardia", o aumento do preço do gás da natural já fez com que três dos maiores produtores de AdBlue na Europa (a eslovaca Duslo, a italiana Yara e a alemã SKW Piesteritz), tenham decidido suspender ou reduzir a produção do composto líquido, o que deverá começar a sentir-se nos stocks e, consequentemente, nos preços de venda ao público. A espanhola Fertiberia, principal produtor de AdBlue no país vizinho, também parou a atividade na fábrica de Huelva devido à subida extraordinária dos preços do gás e da eletricidade.

O abrandamento da produção de AdBlue coloca em risco o transporte de mercadorias na Europa. Quase todos os camiões de transporte de mercadorias nas estradas precisam de AdBlue para circular. Por isso, em Itália, Alemanha, França ou Reino Unido, onde o preço do AdBlue quintuplicou, as empresas de transporte e os consumidores já começaram a corrida ao armazenamento deste aditivo. Só na Eslovénia, o Governo encomendou 500 mil litros de AdBlue para abastecer os transportadores do país.

Importância do AdBlue

A última geração de veículos a gasóleo utiliza o aditivo químico para reduzir as emissões poluentes e cumprir a norma ambiental Euro 6, implementada em 2014. O AdBlue é um líquido incolor, fácil de manusear e é injetado diretamente no sistema de escape do veículo. A estimativa de consumo é, em média, de cerca de 1,5 a 2,5 litros por cada mil quilómetros. O aditivo tem um custo habitual de um euro por litro.

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Graças a este aditivo químico, os veículos a gasóleo, que não são capazes de reduzir os gases poluentes por si só, conseguem cumprir a norma europeia que limita as emissões de óxido de azoto a 80 mg/km.

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