Economia

Pandemia empurrou PIB nacional para queda histórica de 7,6% no ano passado

Pandemia empurrou PIB nacional para queda histórica de 7,6% no ano passado

Descida no consumo privado e a queda "sem precedente das exportações de turismo" levaram a este recuo do PIB nacional.

A pandemia empurrou o Produto Interno Bruto (PIB) nacional para uma queda histórica de 7,6% o ano passado, de acordo com a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE) publicada esta terça-feira.

"No conjunto do ano 2020, o PIB registou uma contração de 7,6% em volume (crescimento de 2,2% em 2019), a mais intensa da atual série de Contas Nacionais, refletindo os efeitos marcadamente adversos da pandemia COVID-19 na atividade económica", adianta o INE.

O INE aponta os motivos para este recuo. "A procura interna apresentou um expressivo contributo negativo para a variação anual do PIB, após ter sido positivo em 2019, devido, sobretudo, à contração do consumo privado. O contributo da procura externa líquida foi mais negativo em 2020, verificando-se reduções intensas das exportações e importações de bens e de serviços, com destaque particular para a diminuição sem precedente das exportações de turismo", aponta.

Ministério das Finanças: "melhor do que o antecipado"

"A atividade económica teve um comportamento melhor do que o anteriormente antecipado no segundo semestre do ano, com um crescimento de 5,1% face ao primeiro semestre", assinala o Ministério das Finanças num comunicado enviado às redações, em que destaca que, "apesar da queda acentuada do PIB, a evolução reflete uma melhoria face à previsão apresentada pelo Governo no Orçamento do Estado para 2021 (8,5%)".

O gabinete de João Leão assinala igualmente que "a contração do PIB na zona euro foi igualmente muito acentuada, de 6,8%, tendo atingindo particularmente os países onde o setor do turismo tem mais peso, tais como Espanha (11%), Itália (8,8%) e França (8,3%)", que registaram quedas acima da portuguesa.

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Na segunda metade do ano "as compras e os levantamentos por Multibanco, por exemplo, aumentaram 20,3% no 2.º semestre face ao 1.º" e "também o consumo de eletricidade teve um comportamento favorável, com um aumento de 1,2% no mês de dezembro", assinalam as Finanças.

De acordo com o Governo, o dinamismo da atividade económica na segunda metade do ano "teve igualmente efeitos positivos na receita fiscal", que deverá "ficar substancialmente acima do previsto quer no Orçamento Suplementar de junho quer no Orçamento do Estado para 2021", com o IRS a subir apesar da pandemia.

As Finanças antecipam ainda que "o novo confinamento generalizado, decretado no início do 2021, terá efeitos negativos na atividade económica nos primeiros meses do ano", algo que implicará "uma evolução anual menos favorável do que anteriormente antecipado".

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