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Planfletos no "Pingo Doce" explicam saída para a Holanda

Planfletos no "Pingo Doce" explicam saída para a Holanda

A Jerónimo Martins está a distribuir aos seus clientes do "Pingo Doce" um panfleto onde se defende do que considera "graves inverdades" que têm sido ditas no seguimento da transferência do controlo da empresa para a Holanda.

"Em nome dos mais de 25 mil colaboradores que o "Pingo Doce" emprega em Portugal, e na sequência de muitas notícias e comentários das mais variadas origens produzidas ao longo dos últimos dias e que contêm graves inverdades, entende esta Companhia (...) partilhar consigo três verdades fundamentais (...)", lê-se na nota distribuída e que é assinada por Pedro Soares dos Santos, administrador-delegado da Jerónimo Martins SGPS, SA.

Sem nunca se referir ao facto de no passado dia 2, a Jerónimo Martins SGPS ter comunicado que a Sociedade Francisco Manuel dos Santos vendeu os 56,1% que detinha na Jerónimo Martins SGPS, dona do Pingo Doce, a uma sociedade sua subsidiária na Holanda, a nota prossegue e explicita "as três verdades" anteriormente anunciadas.

"A sede social e a residência fiscal do "Pingo Doce" mantém-se, como sempre, em Portugal e nunca a sua alteração esteve em questão"; sublinha a empresa, adiantando que "as obrigações sociais e fiscais do "Pingo Doce" para com o Estado português e os seus cidadãos continuarão a ser honradas como sempre foram (...)".

Por fim, o panfleto entregue à porta dos supermercados esclarece ainda que "a Jerónimo Martins, que detém maioritariamente o "Pingo Doce", mantém também a sua sede e residência fiscal em Portugal, continuando a contribuir social e fiscalmente neste País".

O esclarecimento da Jerónimo Martins termina salientando que "tudo o que ouvir ou ler em sentido contrário ao que aqui afirmamos pode considerar, sem margem para qualquer dúvida, falso e/ou demagógico".

A nota da Jerónimo Martins surge após os vários comentários feitos desde dia 2 de Janeiro, aquando do comunicado onde se ficou a saber que o controlo da Jerónimo Martins iria passar para as mãos de uma empresa com sede na Holanda. Além dos vários comentários feitos, chegou mesmo a haver apelos nas redes sociais a um boicote às compras no Pingo Doce e o assunto chegou a ser um dos temas no debate quinzenal no Parlamento com a presença do primeiro-ministro que se realizou na sexta-feira.

Na altura, Pedro Passos Coelho chegou a garantir que "a Autoridade Tributária e Aduaneira (ATA) está a analisar os aspectos fiscais que rodeiam a operação [Jerónimo Martins] de modo a fazer uma leitura mais correta daquilo que se passou".

Perante estas declarações, a Agência Lusa perguntou ao Ministério das Finanças o que levou a ATA a iniciar a análise anunciada por Passos Coelho, se foram adoptados os mesmos procedimentos quando outras empresas fizeram o mesmo tipo de operações e a que resultados chegaram e que tipo de procedimentos estão a ser adoptados na análise anunciada pelo primeiro-ministro. No entanto, até ao momento não houve qualquer resposta.