Resposta

TAP diz que não tem "quaisquer pagamentos em atraso" à Groundforce

TAP diz que não tem "quaisquer pagamentos em atraso" à Groundforce

A TAP garante que não tem quaisquer pagamentos em atraso à Groundforce. Resposta à empresa de "handling", que acusou a companhia aérea de ter uma dívida de 12 milhões de euros por serviços já prestados.

A greve dos trabalhadores da Groundforce este fim de semana provocou até às 20:30 de sábado, segundo a ANA - Aeroportos de Portugal, o cancelamento de 242 voos no aeroporto de Lisboa, 18 no aeroporto do Porto, seis em Faro, seis na Madeira e quatro no Porto Santo.

Em comunicado divulgado ao fim da tarde de sábado, a Gorundforce afirmou que "bastaria que a TAP pagasse o valor em dívida pelos serviços já prestados para que os salários fossem regularizados", apontando "12 milhões de euros de faturação emitida" e não paga.

"A TAP reitera que lamenta muito o transtorno que esta greve está a ter na vida dos seus clientes, ao provocar uma grande disrupção na operação da companhia. Reitera também que tudo fez ao seu alcance para evitar esta situação e que não estão em atraso quaisquer pagamentos à empresa de 'handling'", disse à Lusa fonte oficial da companhia aérea.

Sábado foi o primeiro dia da greve convocada pelo Sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos (STHA), como protesto pela "situação de instabilidade insustentável, no que concerne ao pagamento pontual dos salários e outras componentes pecuniárias" que os trabalhadores da Groundforce enfrentam desde fevereiro de 2021.

A paralisação vai prolongar-se hoje e em 31 de julho, 01 e 02 de agosto, o que levou a ANA a alertar para constrangimentos nos aeroportos nacionais, cancelamentos e atrasos nos voos assistidos pela Groundforce, nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Porto Santo.

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Além desta greve, desde o dia 15 de julho que os trabalhadores da Groundforce estão também a cumprir uma greve às horas extraordinárias, que se prolonga até às 24:00 do dia 31 de outubro de 2021.

A Groundforce é detida em 50,1% pela Pasogal e em 49,9% pelo grupo TAP, que, em 2020, passou a ser detido em 72,5% pelo Estado português.

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