Reestruturação

TAP prolonga até dia 24 prazo para trabalhadores saírem de forma voluntária

TAP prolonga até dia 24 prazo para trabalhadores saírem de forma voluntária

A TAP prolongou por dez dias, até 24 de março, o prazo para os trabalhadores aderirem às medidas voluntárias propostas pela companhia, para dar mais tempo aos colaboradores para decidir, adiantou o presidente executivo, Ramiro Sequeira.

Em entrevista ao programa da RTP "Tudo é Economia", o gestor indicou que a transportadora já recebeu 500 pedidos para aderir a estes programas, mas relembrou que "as pessoas até assinar têm tempo de reconsiderar" e que por isso a gestão tomou "a decisão de ampliar o prazo de fecho das medidas voluntárias que era dia 14 [de março]".

"Demos mais dez dias exatamente porque sentimos que as pessoas precisavam de mais tempo", rematou.

Em 10 de fevereiro, foi noticiado que os trabalhadores da TAP poderiam aderir a medidas voluntárias, que incluem rescisões por mútuo acordo, de acordo com uma mensagem enviada aos colaboradores, a que a Lusa teve acesso.

A transportadora indicou que "as medidas voluntárias disponíveis para os colaboradores da TAP S.A. contemplam: rescisões por mútuo acordo, reformas antecipadas, pré-reformas, trabalho a tempo parcial e licenças sem vencimento".

Na mesma entrevista, na terça-feira à noite, Ramiro Sequeira salientou ainda que o "despedimento coletivo é na TAP a última das últimas opções", considerando que é possível atingir o número que pretende de redução de trabalhadores, de perto de 800, "sem isso".

Segundo o presidente da TAP, além da redução de massa salarial, a transportadora já conseguiu, em negociações com 'leasers' e fabricantes de aviões, reduzir custos em cerca de 1,4 mil milhões de euros até 2025 e aponta ainda para poupanças entre 200 e 225 milhões com fornecedores.

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Ramiro Sequeira, que estima que a questão do plano de reestruturação possa estar "clarificada" com Bruxelas em abril, disse ainda que a companhia está atenta a outras formas de financiamento, que podem passar pelo mercado ou por aderir a outros apoios europeus.

Após cinco anos de gestão privada, em 2020 a TAP voltou ao controlo do Estado, que passou a deter 72,5% do seu capital, depois de a companhia ter sido severamente afetada pela pandemia de covid-19 e de a Comissão Europeia ter autorizado um auxílio estatal de até 1.200 milhões de euros à transportadora aérea de bandeira portuguesa.

Em 2 de julho, o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, anunciou, em conjunto com o ministro das Finanças, João Leão, que o Governo tinha chegado a um acordo com os acionistas privados da TAP, passando o Estado a deter 72,5% do capital da companhia aérea (antes tinha 50%), por 55 milhões de euros, saindo David Neeleman da estrutura acionista.

No total, até 2024, a companhia deverá receber entre 3.414 milhões de euros e 3.725 milhões de euros.

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