Pandemia

Veja o que o seu banco está a fazer para reduzir os efeitos do Covid-19 nas empresas e famílias

Veja o que o seu banco está a fazer para reduzir os efeitos do Covid-19 nas empresas e famílias

Os bancos têm avançado com algumas medidas destinadas a empresas e famílias, quando se aguarda um pacote mais amplo que está a ser negociado entre banca e Governo para responder aos efeitos do surto de Covid-19.

No pacote de medidas mais amplo poderá estar em causa uma suspensão de pagamento de prestações do crédito à habitação, mas ainda não há informações públicas sobre o tema que está a ser negociado entre bancos, Banco de Portugal e Governo.

Em Espanha, podem pedir moratórias dos créditos à habitação as famílias com membros no desemprego ou significativa redução do rendimento em função desta crise.

Do lado das empresas, Governo e bancos trabalham numa moratória para pagamento de capital e juros dos empréstimos, segundo já anunciou na semana passada o ministro da Economia, Siza Vieira.

Na semana passada, o primeiro-ministro, António Costa, disse que os bancos têm de assumir a sua "função de responsabilidade social" e que o Governo adotará as medidas necessárias para que isso aconteça.

Já hoje, à saída de uma audição com o Presidente da República, o ministro das Finanças afirmou que as medidas "já começaram a ser tomadas e ganharão corpo ao longo desta semana, com a publicação do diploma que enquadra as moratórias bancárias a créditos que tenham a sua materialização ao longo do próximo trimestre".

Para já, apenas são conhecidas as medidas anunciadas por cada banco, que passam pela eliminação de taxas cobradas em transações ou apoios à tesouraria.

Os bancos são, aliás, o canal através do qual as empresas podem aceder às linhas de crédito garantidas pelo Estado destinadas ao fundo de maneio e à tesouraria das empresas (montante total de 3000 milhões de euros).

CGD e BPI foram os bancos que, até agora, admitiram conceder moratórias no pagamento de créditos.

Eis as medidas anunciadas pelos principais bancos:

O banco público indicou que vai facilitar a flexibilização do pagamento dos créditos quer às famílias quer às empresas que necessitem.

No caso de clientes particulares, admite carência de capital até seis meses, designadamente para o crédito à habitação.

Nas empresas vai permitir reajustar os pagamentos das prestações mensais por um período até seis meses e prolongar até 12 meses os prazos de pagamento de financiamentos de 'leasing' para equipamentos.

O banco indicou ainda que se vai articular com as sociedades de garantia mútua para adaptar as prestações dos financiamentos garantidos, renovar os planos de limites de financiamento aprovados e simplificar os mecanismos de prorrogação até 180 dias de todas as operações de curto prazo.

Nas empresas e entidades do setor da saúde e social, vai simplificar a decisão de prorrogação em 12 meses das operações de 'leasing' mobiliário ou, em alternativa, dar períodos de carência até 12 meses.

Também será alargado o prazo de pagamento dos 'leasings' sobre viaturas até 12 meses ou, em alternativa, dar períodos de carência até três meses.

No turismo podem ser alargados os prazos de vencimento até mais cinco anos.

A CGD também criou e reforçou linhas de crédito às empresas para compra de equipamentos para teletrabalho e o aumento de 30% nos limites de 'factoring' e indicou estar disponível para pré-financiar as encomendas do Estado ou de grandes cadeias de distribuição.

Nos comerciantes, isenta o pagamento da mensalidade de todos os equipamentos de Terminal de Pagamento Automático (TAP) com faturação inferior a 7.500 euros por mês.

O banco público está ainda a antecipar o pagamento a fornecedores no montante de 10 milhões de euros para ajudar à tesouraria das empresas.

Todas as transferências realizadas através dos canais digitais são agora gratuitas.

A CGD disponibiliza ainda linhas de crédito dirigida a empresas, no âmbito do Capitalizar 2018 - Covid 19.

O banco está a isentar, nos comerciantes, a comissão mínima aplicada nas transações realizadas nos Terminais de Pagamento Automático (TPA) através da rede multibanco, com o objetivo de incentivar os comerciantes a aceitarem mais transações multibanco e reduzir o manuseamento de moeda e notas.

Está a suspender a cobrança da mensalidade do TPA para comerciantes que encerrem a atividade por dificuldades temporárias, assim como a suspender a cobrança da taxa de serviço ao comerciante nos pagamentos por MBWay, para que seja privilegiado face a moedas e notas.

O BCP vai também disponibilizar crédito às empresas no âmbito do Capitalizar 2018 - Covid 19.

Suspendeu as comissões nas transferências interbancárias, pagamentos de serviços, 'cash-advance' e transferências MBWay e está a isentar de comissões os pagamentos de serviços e os carregamentos de telemóveis. Isenta ainda da primeira anuidade os novos cartões de débito e pré-pago ou substituições.

Nos comerciantes, isenta de custos fixos nas transações efetuadas através de Terminal de Pagamento Automático (TAP).

Está também a criar uma linha de conta corrente destinada a apoiar os comerciantes e pequenos negócios, com isenção de comissões nos primeiros seis meses e ainda isenções no serviço de 'homebanking' para novos pedidos.

O Novo Banco disponibiliza também crédito às empresas no âmbito do Capitalizar 2018 - Covid 19.

O banco disse que está disponível para conceder moratórias de crédito, quer às famílias, quer às empresas.

Nas empresas afetadas pela pandemia, admite carência de capital e prorrogação do prazo da operação até um ano em operações de crédito regulares.

Mais direcionado aos comerciantes, o BPI eliminou a comissão mínima nas transações efetuadas nos Terminais de Pagamento Automático (TPA) e suspendeu a cobrança da mensalidade dos TPA em estabelecimentos fechados temporariamente.

Relativamente às famílias, o banco indicou estar disponível para conceder uma moratória de crédito aos clientes particulares, "condicionada às orientações" das autoridades, e que abrange empréstimos à habitação e o crédito pessoal, incluindo o automóvel.

Já para os clientes com salários afetados pela crise, o BPI vai manter as condições dos seus pacotes básicos de serviços e do crédito habitação, sem penalizações nas bonificações do 'spread'.

O BPI disponibiliza também crédito às empresas no âmbito do Capitalizar 2018 - Covid 19.

O banco isenta os clientes do pagamento de comissões nos canais digitais do banco e nos comerciantes suspende a cobrança da mensalidade dos terminais de pagamento e isenta o pagamento de um valor mínimo sobre as transações efetuadas.

Para apoiar as transações 'contactless' (sem contacto), suspende também a cobrança de todas as comissões do serviço MBWay nos terminais.

Para os particulares, todos os pagamentos efetuados nos canais digitais ficam isentos e, para privilegiar a utilização da tecnologia 'contactless', vai substituir sem custos todos os cartões para a nova tecnologia. Os clientes têm ainda acesso ao Serviço Médico Online, através da aplicação ('app') SafeCare Saúde da Aegon Santander.

O banco também disponibiliza crédito às empresas no âmbito do Capitalizar 2018 - Covid 19.

Linhas de curto prazo (até seis meses) para micro, pequenas e médias empresas para ajudar em dificuldades de tesouraria momentâneas.

No caso de clientes particulares, o Montepio indicou que vão poder duplicar o 'plafond' (limite) da conta ordenado, tendo disponível um valor "igual a duas vezes o salário", e que haverá a opção de duplicarem o limite do cartão de crédito.

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