Covid-19

Venda de combustível caiu mas procura de botijas de gás cresceu

Venda de combustível caiu mas procura de botijas de gás cresceu

A Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro) indicou esta sexta-feira que os postos têm registado uma quebra nas vendas de combustíveis, decorrente da Covid-19, mantendo-se o abastecimento assegurado, porém a procura por botijas de gás doméstico aumentou.

"Ainda não temos números oficiais, mas pelos dados que recebemos dos pontos, houve uma grande quebra nas vendas de combustível para aviões, depois da redução drástica do tráfego, e nos combustíveis a redução também foi significativa, sobretudo, na gasolina", apontou o secretário-geral da Apetro, António Comprido, em declarações à Lusa.

Por outro lado, e também devido à redução do consumo, os postos não têm registado "quaisquer problemas" em garantir o abastecimento, disse.

Já no que se refere ao gás engarrafado, registou-se "alguma corrida", nomeadamente, ao de utilização doméstica, o que, segundo a associação, não é surpreendente, tendo em conta que grande parte da população está em regime de teletrabalho.

Questionado sobre se as medidas avançadas pelo Governo, como a linha de crédito de 200 milhões de euros para apoiar necessidades de tesouraria, estão adequadas às necessidades do setor, António Comprido disse apenas que "todos os apoios são bem-vindos".

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou cerca de 540 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 25 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 112.200 são considerados curados.

Em Portugal, registaram-se 76 mortes, mais 16 do que na véspera (+26,7%), e 4.268 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, que identificou 724 novos casos em relação a quinta-feira (+20,4%).

Dos infetados, 354 estão internados, 71 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 2 de abril.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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