Bancada da Mobilidade, iniciativa conjunta entre a Misericórdia de Lisboa e a FPF, terá 14 pessoas com necessidades especiais a assistir ao grande espetáculo da prova rainha
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Se a Taça de Portugal Placard é sempre uma festa, seja em que eliminatória for, na final isso ainda é mais patente. Mas há, também, uma certeza que persiste desde que o Placard se associou à prova rainha. Uma competição que é inclusiva, por força da cooperação entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) que, com a bancada da mobilidade, espaço criado nas últimas edições da final, permite que pessoas com necessidades de mobilidade acrescidas possam assistir confortavelmente ao espetáculo. São 24 os lugares disponíveis e este ano estarão representadas três instituições, a convite da Misericórdia lisboeta: o Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão, reconhecido nacional e internacionalmente pelos cuidados especializados que oferece no âmbito da Medicina Física e de Reabilitação, em regime de internamento e ambulatório; o Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian, totalmente dedicado a pessoas com paralisia cerebral e situações neuromotoras; e a Obra Social do Pousal, que se dedica a cidadãos adultos portadores de multideficiência.
O Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão estará representado por quatro utentes e, para a diretora clínica Maria de Jesus Rodrigues, a iniciativa é de sobeja importância. "É uma forma de proporcionar novas experiências que lhes permite sentirem-se mais integrados na sociedade", defende.
A preocupação da Santa Casa com a inclusãode pessoas com necessidades especiais terá reflexo no Jamor
Ana Cadete, diretora do Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian, explica que o processo de seleção dos quatro utentes, que estarão com quatro acompanhantes no Jamor, teve em conta a "filiação clubística e o gosto pelo futebol". "É muito importante para os nossos utentes, no processo de inclusão na sociedade, participarem como todos os outros num evento desportivo tão importante como a final da Taça de Portugal Placard". Joana Lindim, diretora da Obra Social do Pousal, terá seis pessoas no Jamor. "Este tipo de iniciativas é fundamental para que as pessoas que vivem em residências, lares e instituições sintam mais a vida com todas as emoções que lhes estão inerentes, além de contribuir para a autovalorização e a sensação de bem-estar", termina. Um dia certamente diferente para na vida destas pessoas.
Iniciativa Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão, Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian e Obra Social do Pousal são as instituições cujos utentes viverão um dia diferente no Estádio Nacional, no Jamor
