
Don Diablo traz ao JN North Festival repertório ainda não editado
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DJ holandês atua na segunda noite do JN North Festival, que se realiza na Alfândega do Porto entre 26 e 28 de maio.
É um dos mais cotados DJ da atualidade, classificado em sexto no Top 100 da revista "DJ Mag" em 2020. Notabilizou-se com o future house, género ribombante que emergiu nas pistas de dança inglesas na última década. Desdobrou-se em colaborações com músicos e produtores, faz os seus próprios vídeos e dedica-se à digital art, sendo também ativista ambiental com projetos realizados para a ONU. É Don Diablo - artista que fecha a segunda noite do JN North Festival, a 27 de maio.
Nascido Don Pepijn Schipper, em 1980, na Holanda, estreou-se em 2008 com o álbum "Life is a festival", donde se extraíram singles de sucesso como "Hooligans never surrender" ou "Stand up", onde se revelava já a capacidade de Don Diablo para cruzar géneros com fluidez e forte impacto nas pistas. Nos anos seguintes, foi contactando com o quem é quem da música de dança, burilando hits ao lado de nomes como Tiësto, Dragonette, ou Example. O último trabalho de originais, "Forever", de 2021, criado em grande parte durante a pandemia, volta a ser preenchido com a colaboração de ilustres, como Ty Dolla $ign, Emeli Sandé e Gucci Mane, e tem a capa desenhada por Terry Pastor, responsável pelo trabalho gráfico em "Hunky Dory" e "Ziggy Stardust" de David Bowie.
Que impacto teve a pandemia no som de "Forever" e que novas possibilidades se projetam nas suas 21 faixas? "Foram anos altamente produtivos", diz Don Diablo ao JN. "O Mundo mudou e com ele mudou também o meu estado de espírito. Tive tempo para refletir e experimentar como não acontecia há anos. Pude criar algo sem qualquer pressão externa e dedicar-me apenas aos meus pensamentos e emoções. Cada tema tem a sua história única e um lugar especial no meu coração. Musicalmente, continuo a tentar empurrar as fronteiras do som futurista da música de dança, usando diferentes tipos de vocalização e mais instrumentos orgânicos."
Ambiente intenso
Para o espetáculo na Alfândega do Porto, o DJ traz "material exclusivo" ainda mais recente do que "Future" e promete festa memorável: "Depois destes dois anos de ausência, as pessoas estão agradecidas pelo regresso da música ao vivo. O ambiente que tenho testemunhado em clubes e festivais é mais intenso que nunca. Vou testar uma série de coisas novas neste concerto. Stay tuned!"
Além da música, Don Diablo aproveitou os confinamentos para explorar mais a fundo a digital art, abrindo novas portas à sua carreira: "Fiz o meu debute em certames como o Art Basel de Miami, o Art Dubai ou a Bienal de Veneza. E peças minhas foram leiloadas na Sotheby"s e estão a caminho de museus prestigiados em todo o Mundo". Também a sua costela de ativista foi revigorada nos últimos tempos: "Estou a doar todas as receitas de algumas canções para um projeto apoiado pela ONU, o "Just Diggit". O primeiro tema que lancei para este movimento, em colaboração com o Ty Dolla $ign, já permitiu a reflorestação de 60 mil hectares em África. E estamos apenas a começar!" Música, arte e ambientalismo - eis as partes que compõem Don Diablo. Para conferir no JN North Festival.
