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"O Taguspark só poderá ser uma cidade-fantasma no Dia do Halloween"

"O Taguspark só poderá ser uma cidade-fantasma no Dia do Halloween"
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Foi parque empresarial, evoluiu para parque de ciência e tecnologia e hoje autodesigna-se como Cidade do Conhecimento. O Taguspark conta já 29 anos e, enquanto parte integrante do mais vasto Oeiras Valley, vê-se como um dos alicerces da investigação aeroespacial e oceanográfica nacional e europeia.

Foi o primeiro parque tecnológico a ser criado em Portugal, em 1992, em Talaíde, Porto Salvo, a cerca de 20 km de Lisboa, já no município de Oeiras. Decorridos quase 30 anos, aquele que começou por ser um tecnopolo passou a parque empresarial e, mais recentemente, a parque de ciência e tecnologia. Mas, com a pandemia e a vulgarização do teletrabalho, poderia talvez pensar-se que estaria em riscos de se transformar em cidade-fantasma.

Um risco ainda mais vertiginoso se se considerar que ainda há menos de um ano estava em conclusão naquele espaço um investimento de 50 milhões de euros para "trazer o parque para o século XXI", como disse o seu responsável máximo numa entrevista recente. Aquela hipótese, aliás, mais não faz do que divertir o CEO do Taguspark.

É que, além das cerca de 160 empresas, pequenas, médias, grandes, multinacionais, tecnológicas e outras, o Taguspark tem universidades, centros de investigação, 22 startups, incubadoras, etc... e 16 mil pessoas que entram e saem todos os dias. O CEO está ainda a estudar a criação de uma componente residencial, com toda a envolvente de serviços que os acompanham, alguns dos quais já lá estão, como bancos e farmácias.

Quanto aos 50 milhões de euros, disse Eduardo Baptista Correia: "Temos estado a investir na qualidade do espaço e esse investimento passa essencialmente por quatro grandes vias: a regeneração do edificado, o novo edificado, as zonas verdes e as artes".

Fazendo bem as coisas

Para o diretor executivo do Taguspark, que é também professor de Gestão no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa - Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), em Lisboa, só há uma forma de ter sucesso: é fazendo bem as coisas. "Nós temos uma frase que vive connosco [no Taguspark] desde 2018, que é: "Fazemos hoje melhor do que fizemos ontem e vamos fazer amanhã melhor do que fizemos hoje", disse o CEO deste espaço. "Essa é a única forma de podermos evoluir", rematou.

E, de facto, esta parece ser a receita certa. Pelo menos para o Taguspark. Criado em 1992, o peso das suas quase três décadas de vida não é visível na quantidade de entidades que lá se encontram, muito menos, como se viu, nas paredes dos seus edifícios ou no espaço em seu redor.

O Taguspark é, de facto, um parque empresarial, no sentido em que tem lá estabelecidas empresas, mas é muito mais do que isso. "É um parque de ciência e tecnologia, porque tem uma universidade, tem o Instituto Superior Técnico presente, tem uma incubadora de startups, tem um conjunto de centros de investigação... É toda esta geração de conhecimento que faz com que a dinâmica que aqui é criada nos leve para patamares de desenvolvimento das áreas de ciência e tecnologia superiores àquilo que um parque empresarial faz tradicionalmente. Por isso, deixámos de nos chamar parque de ciência e tecnologia e passámos a chamar-nos Cidade do Conhecimento."

Uma cidade do futuro

Quanto à envolvente: a arquitetura recente, havendo mesmo alguns edifícios arrojados e inovadores, os murais de graffiti e as peças de arte urbana, o aspeto cuidado dos espaços verdes, o ar muito ordenado e limpo de tudo o mais... Esta é uma das vertentes que distingue o Taguspark dos seus congéneres pela Europa e mundo fora, afiançou o seu CEO.

"Decidimos focar-nos na qualidade de vida da pessoa e definimos para nós o rumo ao parque mais cívico da Europa e isso diferencia-nos muito", afirmou Eduardo Baptista Correia. "De tudo o que tenho visitado no mundo, ainda não vi nenhuma localização com estas características", garantiu.

O civismo, para o diretor executivo, "mede-se em quatro pilares essenciais" e o primeiro é comportamental, ou seja, depende do comportamento de cada uma das pessoas que circula, vive e trabalha no Taguspark. "Definimos zero beatas no chão, zero lixo fora do lugar, zero automóveis mal estacionados, zero desperdício de água e zero desperdício de energia. Andamos lá perto", afirmou Eduardo Baptista Correia, com orgulho.

Depois há o civismo energético. Segundo o CEO, o Taguspark tem já instalados 1.600 painéis fotovoltaicos, que contribuem para cerca de 25% do consumo do parque. E estão previstos passos adicionais que conduzirão à independência energética da Cidade do Conhecimento relativamente depressa.

Há ainda uma terceira forma de civismo que diz respeito à economia circular. E o professor lembra que esta "mais não é do que a materialização da lei de Lavoisier: na natureza nada se perde, tudo se transforma". Por isso, conta, o Taguspark anda à procura de startups e de projetos que peguem nas matérias que o parque separa na recolha de resíduos e lhes deem desígnios novos.

"Temos já um exemplo extraordinariamente bem-sucedido: são as nossas beatas", avança o CEO, referindo-se a uma startup do Instituto de Soldadura e Qualidade - uma das entidades mais interessantes no desenvolvimento da ciência e tecnologia em Portugal, residente no Taguspark - eles fizeram uma startup que transforma beatas em tijolos para a construção civil."

Por último, há o civismo do desenvolvimento humano, que para o CEO se traduz pela meritocracia e dignidade laboral. "Decidimos aumentar os funcionários residentes, os nossos prestadores de serviços, que ganhavam na sua generalidade salário mínimo nacional e que são as equipas de limpeza, de segurança, de jardinagem, de manutenção, para intervalos entre 900 e 1200 euros".

"Nós damos tanta importância às grandes estratégias como aos pequeninos detalhes, como à beata no chão", termina Eduardo Baptista Correia. Na sua forma de gestão e filosofia de trabalho, se é para fazer, então que se faça bem feito. "É dessa forma que nós vivemos e é dessa forma que nós temos vindo a evoluir, fazendo melhor todos os dias", concluiu o CEO do Taguspark.

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