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São várias as expressões do imaginário popular que conduzem à tese segura da resistência do vinho ao passar dos anos. Raramente, contudo, avaliamos devidamente o muito que cada vinho tem para nos dar. Nesta seleção Evasões, propomos-lhe uma dezena de vinhos dos quais pode esperar grandes e muitos momentos de prazer. Nesses momentos únicos, pressentimos a eternidadee tornamo-nos eternos
Começamos por um belíssimo branco do Dão, de Encruzado. Uma casta discreta, e que atingida a maturidade os vinhos transfiguram-se em veículos estáveis da eternidade. Damos um salto até Montalegre para conhecer um branco transmontano de gabaresmo tempo perfumado. Revisitamos um valor seguro de Vale Mendiz, no coração do Douro. E seguimos caminho até aos granitos altos da Beira Interior. Um branco de pujança, cheio de subtilezas. Ainda no Douro, revelamos tintos que urge conhecer. Um deles bordeja o Douro e contraria a tese de que as cotas baixas dão origem a vinhos monolíticos e alcoólicos. O outro é fascinante, pela elegância e virilidade, graças ao micro-terroir que lhe está na origem. Passamos por Trás-os-Montes para dar a conhecer um Touriga Nacional único, que associa elegância a força. Vamos até um vinho do Porto, sinal de longevidade, produzido por uma família que vai na quinta geração e tem muito ainda para dar. Visitamos outra família, produtora de grandes moscateis de Setúbal. E damos-lhe a conhecer, em jeito de novidade, um colheita tardia extraordinário, da casta Sauvignon Blanc, produzido em Azeitão. No final deste périplo, vai perceber o quanto vinhas, locais e castas podem conspirar a seu favor. Boas provas!
