
Gabriela Barros, protagonista de "Vanda"
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Atriz protagoniza a série "Vanda", que se estreia hoje na Opto, inspirada na história de uma cabeleireira da Margem Sul que, há uma década, assaltou bancos com recurso a uma arma de plástico.
É com grande expectativa que Gabriela Barros antecipa ao JN o seu papel na série "Vanda", que estreia hoje na Opto SIC. A atriz interpreta a protagonista, inspirada na vida de Dulce Caroço, uma cabeleireira da Margem Sul que assaltou 11 bancos com arma de plástico na mão. "É a história de uma mulher muito comum. Cidadã do mundo, as coisas começam a correr-lhe muito mal, a vida vai por outros caminhos e ela tem de se desenrascar da melhor forma para tentar sobreviver e manter a família de pé", resume. Com dívidas, abandonada pelo marido e com um filho para sustentar, Dulce cai no mundo do crime que a leva à prisão.
"No início do processo", Gabriela diz que sentiu o peso da responsabilidade, que atenuou e desapareceu quando as luzes se acenderam para filmar. Isto porque "a história acaba sempre por ser nossa e nós acabamos por nos apoderarmos dela. A Vanda não é nem pretende ser assim tão fidedigna à Dulce, e comecei a torná-la muito minha".
Gabriela Barros teve oportunidade de estar com a mulher que ficou conhecida como "viúva negra" e deu origem à série escrita por Patrícia Muller, com o objetivo de melhor construir a personagem, num encontro que acabou numa "reunião de três horas".
Joana Verona é a antagonista Elisa e "foi um contraponto fantástico", descreve Gabriela. "Ela tem aquela fragilidade juntamente com uma força feminina muito grande, que acho que foi o que transportou para a sua personagem [uma psicóloga forense]. A Elisa tem o lado cerebral e a Vanda tem o coração na boca."
Em breve, Gabriela Barros terá também a segunda temporada da mininovela "Pôr do sol" (RTP), onde interpreta gémeas, mas num registo cómico. Para já, promete comover como Vanda - mas também fazer rir -, admitindo que o que mais a fascina "é poder saltar de um projeto para o outro e fazer coisas totalmente diferentes". "O que mais gosto é de desafios que me tirem o tapete e foi o caso do "Vanda". Nunca tinha tido uma protagonista com tanta intensidade e tantas camadas. Ela não é vilã ou heroína, nem boa, nem má, mas sim uma pessoa real numa história nossa que podia acontecer a qualquer um", conclui, horas antes de revelar o trabalho final.

