
Casal é capaz de "chegar a um acordo"
David Aguilar/EPA
Advogado do antigo jogador de andebol garante que ainda não há divórcio, nem a relação chegou ao fim. Casal quer espaço para refletir sobre a vida conjugal.
Uma semana e meia depois de virem a público fotografias de Iñaki Urdangarin acompanhado por uma mulher que não a infanta Cristina, com quem está casado há 24 anos, novos capítulos se somam à história. As imagens do antigo jogador de andebol a passear à beira-mar de mão dada com Ainhoa Armentia, com quem trabalha num escritório de advogados em Vitoria, no País Basco, abalaram a relação com a irmã mais nova de Felipe, o rei de Espanha, sobretudo pelo assédio mediático provocado.
De comum acordo, Cristina e Iñaki assinaram um comunicado para anunciarem a decisão de "interromper a relação conjugal". Sem mais pormenores, a não ser que as responsabilidades relativas aos quatro filhos permaneceriam intactas. Rapidamente se apontou para um eventual divórcio que, para já, o advogado de Urdangarin nega. "É claramente um impasse, eles estão a dar um tempo", clarificou Mario Pascual Vives, em declarações à RAC1. O causídico reforçou que "não é o fim do relacionamento ou um divórcio, é um momento que eles estão a ter. Não estabeleceram nenhum prazo específico".
Pascual Vives disse que o comunicado difundido a 24 de janeiro foi por ele redigido, em conjunto com pessoas de "confiança da infanta Cristina". Também o justificou: "A declaração é feita por duas razões: para que fique registado que eles são capazes de chegar a um acordo e para acalmar os meios de comunicação, para que depois das fotografias que saíram eles tenham tempo para refletir sem intervenções externas".
Desta forma, Urdangarin mantém a rotina no País Basco, enquanto a infanta Cristina continua a viver em Genebra para onde se mudou na sequência do caso Nóos, que acabou por condenar o marido a pena de prisão. De resto, a imprensa espanhola adianta que ela viajará na próxima terça-feira com a irmã, a infanta Elena, até Abu Dhabi, onde mora o pai, o rei emérito Juan Carlos I, a quem continuam a recorrer antes de decisões importantes.
