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Atriz pode ser vista novamente como Snu Abecassis na série da RTP "3 Mulheres", além de marcar presença no filme "A viagem de Pedro".
É como Snu Abecassis, na segunda temporada da série "3 Mulheres", em exibição na RTP1, que Victoria Guerra entra agora em casa dos portugueses, repetindo um papel que "continua e continuará sempre a ser especial". "É um projeto do qual tenho orgulho, não só pela personagem [...] como pela ousadia de uma série sobre uma época contada através do olhar de três mulheres."
Victoria partilha protagonismo com Maria João Bastos e Soraia Chaves, que dão vida, respetivamente, a Vera Lagoa e Natália Correia. Todas foram importantes no 25 de Abril e no pós-revolução em Portugal, contribuindo para um avanço numa sociedade minada pela ditadura. Pegando no exemplo, Victoria Guerra reconhece que o estatuto da mulher mudou, mas também que "ainda há um caminho longo a percorrer", até porque "temos que estar atentos a perigosos retrocessos que estão a acontecer pelo mundo".
A atriz adora fazer papéis históricos - "temos um passado muito rico que é importante contar". Atualmente, está também no cinema como Amélia em "A viagem de Pedro", que é "uma construção histórica ficcionada através de um ponto de vista feminino sobre a viagem de regresso a Portugal de D. Pedro para tirar o trono ao irmão D. Miguel, da qual não existem grandes relatos". Aproveita para apelar "para que o vão ver em salas como todos os filmes devem ser vistos".
Palco sem fronteiras
Victoria, de 33 anos, está entre os atores portugueses que já conquistaram a Netflix. Depois de fazer parte da primeira produção portuguesa para a plataforma de streaming, "Glória", seguiu-se a série espanhola "Santo", como Bárbara, uma jovem de origem portuguesa que estudou medicina em Madrid mas desistiu do futuro profissional para viajar para o Brasil e começar uma nova vida. Sem particularizar, sente que é um palco que permite levar tanto "o trabalho dos atores como das equipas técnicas e artísticas a mais público, sem fronteiras".
Focada em todos os desafios que se proporcionam, admite que sempre achou "mais gratificante os projetos nacionais". Apesar de as séries e filmes lhe ocuparem o tempo desde 2018, não descarta convites para fazer novelas. Isto porque, "acima de tudo, gosto de trabalhar e de fazer o que faço em qualquer um dos formatos". E será que se sente realizada? "Sinto-me bem", responde, num registo contido.

