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Aos 33 anos, a atriz Sara Norte continua o luto com conversas públicas sobre a morte da mãe, a atriz Carla Lupi, vítima de cancro.
Esta quinta-feira, no programa de Fátima Lopes, na TVI, voltou a assumir que o seu passado é "pesado, triste, difícil". Carla Lupi morreu em 2012 com 46 anos, quando Sara estava presa em Espanha por tráfico de droga. "Quando saí da prisão senti ainda mais a morte da minha mãe", referiu a filha do ator Vítor Norte.
A atriz esteve 16 meses encarcerada no Centro Penitenciário Buetafogo, em Algeciras, em Espanha. Foi pouco antes de ser detida que soube, pela mãe, que ela estava doente. "Não acompanhei a quimioterapia. Não pude estar presente naquilo que me competia enquanto filha. Mas vivi a doença da minha mãe à distância e vi em cada visita que ela se ia debilitando", relatou Sara, realçando que Carla Lupi "tinha de levar duas transfusões de sangue para aguentar a longa viagem" para ir vê-la.
O viver à distância um problema de doença tão complicado, conta, fez Sara sentir-se "impotente" por não conseguir ajudar a mãe, por não estar ao lado dos irmãos e do avô.
"Mas a morte dela... que foi o que mais me custou. A minha mãe, mesmo na doença, sempre foi muito forte. Quando estamos fechados, não temos nada para fazer. Então, estamos sempre a pensar e uma pequena coisa, como receber uma carta, é uma festa. Ali vive-se tudo no limite. Quando a minha mãe morreu, foi muito difícil", disse, acrescentando: "Pensei que era mentira porque tentei ligar para o telemóvel da minha mãe e ele ainda tocava".
Mesmo no trabalho, assume que quer homenagear a mãe. No filme "Fátima", a estrear em breve, a atriz vestiu a pele de "Carla", personagem escolhida pela própria, e diz que "todas as vitórias" que tiver terão como missão sentir que orgulharia a mãe.
