
CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICH / EPA
O primeiro aparelho norte-americano que tentará aterrar na Lua, após mais de 50 anos, detetou uma anomalia na orientação, anunciou, esta segunda-feira, a empresa que o desenvolveu, indicando que está a trabalhar para resolver o problema.
"Infelizmente ocorreu uma anomalia que impediu a Astrobotic de acertar uma orientação [do Peregrine] estável voltada para o Sol", adiantou a empresa privada Astrobotic, sem especificar até ao momento as consequências do problema encontrado.
O módulo de aterragem inclui painéis solares que devem ser apontados para o Sol "para permitir a máxima produção elétrica", segundo a start-up.
A eletricidade produzida é usada para "carregar as baterias e manter as operações do módulo de aterragem e da carga".
O Peregrine descolou, esta segunda-feira, a bordo do foguetão Vulcan Centaur do grupo industrial ULA, que reúne a Boeing e a Lockheed Martin, do Cabo Canaveral, às 2.18 horas locais (7.18 horas em Lisboa).
O módulo de aterragem, que foi desenvolvido pela 'start-up' Astrobotic, com o apoio da agência espacial norte-americana (NASA), foi ligado após se ter separado do foguetão, tendo a comunicação sido estabelecida com sucesso.
"Depois de ativar o sistema de propulsão, o Peregrine entrou num estado operacional", referiu a Astrobotic, realçando que o problema surgiu posteriormente.
"As equipas estão a responder em tempo real à medida que a situação evolui e vão fornecer mais informações à medida que os dados forem obtidos e analisados", acrescentou.
O lançamento marca a inauguração de uma série de missões apoiadas pela agência espacial americana, que pretende contar em parte com o setor privado para as suas ambições lunares.
Se o módulo da Astrobotic conseguir pousar na Lua, a 23 de fevereiro, poderá tornar-se a primeira empresa a conseguir esse feito.
Nos últimos anos, empresas israelitas e japonesas tentaram aterrar na Lua, mas estas missões não foram bem-sucedidas.
