
A Edge e a Sky, duas irmãs da ASICS para competição
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Parecem iguaizinhas mas são completamente diferentes. Nem só de aparências se constrói um objeto. E é tudo o que está dentro que distingue as Metaspeed Sky+ das Metaspeed Edge+. Uma coisa é certa: com placa de carbono, são a arma da ASICS para a competição. E cumprem.
Quando recebemos as ASICS Metaspeed Sky, pensámos: bolas, são iguais às Edge que nos fizeram tão felizes nos nossos (pobres) recordes de estrada. E são. Por fora. Ou parecem. O mesmo desenho, a mesma malha tão respirável que se vê tu através dela, a mesma gama de cores, as mesmas línguas finas, sem almofada, os mesmos atacadores leves mas cujas costuras impedem que se deslacem.
O mesmo peso. Ou talvez não. As Sky são claramente mais pesadas. Porque são também mais altas, com mais espuma. Mas nada que afete o prazer de quem gosta de correr leve: pesam 205 gramas (no modelo médio), contra os 187 gramas das Edge.
Olhando de perfil percebe-se a primeira diferença: as Sky têm a sola em forma de barco, enquanto as Edge são mais convencionais. As características técnicas confirmam a impressão visual. As Sky apresentam um drop (diferença de altura de sola do calcanhar aos dedos) de 5 mm, enquanto as Edge exibem uns mais comuns 8 mm.
E esse pormenor remete precisamente para a distinção que a ASICS quis fazer entre os dois modelos: destinam-se a diferentes tipos de corredores. As Metaspeed Sky foram desenhadas para atletas que aceleram alargando a passada. As Metaspeed Edge adaptam-se a corredores que aceleram multiplicando o número de passos.
A forma em barco das Sky (rocker) imprime um estilo balançado na passada que leva a aceleração a aumentar o comprimento de cada passo. As Edge são mais de um estilo responsivo que promove o aumento dos passos sem acréscimo de esforço. Estas características fazem igualmente com que as primeiras se adaptem melhor a longas distâncias do que as segundas.
Atentando nas solas, temos a mesma Flytefoam Blast Turbo na entresola, mas em mais quantidade na Sky (daí serem mais altas). As placas de carbono também são diferentes, para se adaptarem ao tipo de passada. A forma em barco retira alguma estabilidade às Sky, mas nada de muito notório.
E a sola exterior tem o mesmo material para uma aderência perfeitamente satisfatória, ainda que não cubra toda a superfície, o que torna ambas as sapatilhas de desgaste rápido e, portanto, a guardar para a competição, apenas.
E agora vamos à prática. Depois de vários treinos espaçados com uma ou outra sapatilha, o teste foi feito em dois treinos idênticos, a mesma distância e o mesmo percurso, em dois dias seguidos. E aí ficou claríssimo: as Sky promovem uma corrida aérea, as Edge oferecem uma corrida mais tradicional.
Desconhecemos absolutamente o nosso tipo de passada porque nunca nos deu para avaliar isso com especialistas, mas aquilo que concluímos é que as Edge nos levaram mais depressa ao objetivo, ao ritmo de menos 5 segundos por quilómetro. Uma ninharia, verdade, mas quando se trata de exibir recordes, quaisquer 50 segundos contam...
Uma nota importante: talvez decorrente da menor estabilidade ou da abordagem com o calcanhar, as Sky deixaram um leve desconforto tibial ao cabo de alguns treinos. Mas isso é uma constatação muito pessoal. O maior drop das Edge deve-se à maior quantidade de espuma no calcanhar, o que lhe confere mais estabilidade e menos impacto.
Nota: o produto foi cedido pela marca

