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Ventura acusado de desobediência por jantar com 170 pessoas em estado de emergência

Ventura acusado de desobediência por jantar com 170 pessoas em estado de emergência

O Ministério Publico acusou, esta terça-feira, o presidente do Chega, André Ventura, e outros dois elementos do partido, do crime de desobediência. Em causa um jantar-comício em Braga, durante a campanha das presidenciais, que reuniu 170 pessoas num restaurante. Ventura fala em perseguição.

O presidente do Chega, André Ventura, foi acusado pelo Ministério Público do crime de desobediência, assim como o mandatário da campanha Rui Paulo Sousa e o líder distrital do partido em Braga, Filipe Melo.

Em causa, a realização de um jantar-comício na campanha das presidenciais, em janeiro, que juntou 170 pessoas num restaurante com 450 metros quadrados e com pouca ventilação.

Ventura, que tinha sido ouvido há um mês, já reagiu à acusação do Ministério Público, considerando que "não dignifica a Justiça" e reafirmando que se tratou de um evento político.

"Estranhamos esta acusação, sobretudo depois de termos dado todos os elementos ao Ministério Público que mostraram a natureza de se tratar de um ato político", reagiu o líder do Chega, acrescentando: "Às vezes, parece verdadeiramente uma perseguição política".

Num vídeo com cerca de dois minutos, o deputado ataca ainda António Costa, avisando: "O Estado de Direito não acaba". E promete: "Não deixaremos de fazer oposição. Aqueles que esperam que a pandemia ou qualquer outro fator acabe com a oposição e nos faça silenciar não estamos dispostos a isso. Vamos continuar a lutar!".

O líder do Chega assegura ainda que o partido vai continuar a fazer eventos em restaurantes, alegando que se trata de uma forma de apoiar a hotelaria e a restauração.

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