Ministério Público

Advogada acusada de plantar prova para absolver Rosa Grilo

Advogada acusada de plantar prova para absolver Rosa Grilo

Tânia Reis, a advogada de Rosa Grilo, e João de Sousa, consultor forense, foram acusados pelo Ministério Público (MP) de simulação de crime, posse de arma ilegal e favorecimento pessoal. Em causa está um projétil que o consultor afirmou ter encontrado na residência do casal, enquanto decorria o julgamento no Tribunal de Loures, cerca de ano e meio após o crime. Ao JN, a advogada negou os crimes.

É no dia em que o Supremo Tribunal de Justiça deve tornar público a decisão sobre os recursos de Rosa Grilo e do amante, António Joaquim, ambos condenados a 25 anos de cadeia pelo homicídio do triatleta, Luís Grilo, que a advogada da arguida foi notificada do despacho de acusação.

"Obviamente, não pratiquei qualquer crime. Esta acusação não faz sentido.", disse ao JN, Tânia Reis.

Foi em meados de fevereiro do ano passado que o antigo inspetor da PJ, que cumpriu uma pena de cinco anos de prisão por corrupção, afirmou ter encontrado o projétil na banheira. A descoberta foi logo interpretada pelas autoridades como uma estratégia da defesa para interferir no desfecho do julgamento, que estava a decorrer.

Na altura, e falando aos jornalistas à porta de casa de Luís Grilo, nas Cachoeiras, Vila Franca de Xira, o consultor afirmava ter encontrado numa das divisões da casa uma situação "suspeita, anómala". A descoberta não afetou a decisão do Tribunal de Loures, onde Rosa Grilo e António Joaquim, seu ex-amante, estavam a ser julgados, porquanto a Polícia Judiciária já havia mostrado as perícias feitas à habitação, em 2018.

Segundo a TVI 24, que avançou a notícia da acusação, o Ministério Público acredita que o projétil terá sido uma prova plantada pela defesa da arguida.

No julgamento de primeira instância, Rosa Grilo foi condenada a 25 anos de prisão e António Joaquim foi absolvido, mas viria a ser sentenciado com pena máxima pelo Tribunal da Relação de Lisboa. Ambos recorreram para o Supremo que deve hoje dar a conhecer a decisão.

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